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Professores de escolas particulares de BH suspendem greve; aulas retornam nesta quarta (23)

Categoria encerrou paralisação após cinco dias, mas manteve estado de greve enquanto aguarda julgamento do dissídio coletivo

Por e 
Professores das escolas particulares durante assembleia • Itatiaia

Os professores das escolas particulares de Belo Horizonte e Região Metropolitana decidiram suspender a greve na manhã desta terça-feira (22). Em assembleia, a categoria votou pelo retorno às atividades, que estavam paralisadas desde a última quarta-feira (16)

Apesar da suspensão da greve, os professores aprovaram a manutenção do estado de greve. Isso significa que uma nova paralisação poderá ser convocada caso a categoria decida retomar o movimento.

Segundo a presidente do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), Valéria Morato, a decisão foi tomada após a categoria avaliar os acontecimentos dos últimos sete meses e os desdobramentos da greve iniciada no dia 16.

“Entramos em greve para que o dissídio de greve fosse julgado e isso acontecerá”, afirmou.

Tentativa de mediação terminou sem acordo

Na segunda-feira (21), foi realizada a primeira etapa do dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com uma tentativa de mediação entre os professores e o sindicato patronal. Segundo Valéria, não houve acordo.

A presidente do Sinpro Minas afirmou que os professores chegaram à reunião dispostos a abrir mão da pauta apresentada inicialmente e aceitar a assinatura da convenção coletiva nos termos discutidos, com recomposição salarial apenas pelo INPC.

Ainda de acordo com ela, o sindicato patronal manteve a posição de não assinar a convenção caso fossem mantidas determinadas cláusulas consideradas importantes pela categoria.

Diante do impasse, os professores decidiram aguardar o julgamento do dissídio coletivo.

Retorno às escolas acontece nesta quarta

Com a suspensão da greve, os professores retornam às escolas nesta quarta-feira (23). A categoria, no entanto, já definiu uma nova paralisação para a data do julgamento do dissídio.

Valéria afirmou ainda que as aulas que deixaram de ser realizadas durante a greve deverão ser repostas, mas defendeu que o calendário seja definido de acordo com a disponibilidade dos professores.

Segundo ela, a reposição não deverá ocorrer durante o recesso de outubro.

Mais de 40 escolas foram representadas

A assembleia ocorreu na Fundac, na Rua Diamantina, na Lagoinha, e reuniu professores de mais de 40 escolas particulares.

Segundo Valéria, a reunião durou mais de duas horas e, na avaliação do sindicato, demonstrou a mobilização da categoria.

“Voltamos para a escola com a cabeça erguida, demos uma aula de cidadania e os professores e professoras demonstraram mais uma vez que nós vamos lutar por mais direitos”, afirmou.

A presidente do Sinpro Minas afirmou que o movimento teve como objetivo pressionar pelo atendimento das reivindicações da categoria e destacou que os professores permanecerão mobilizados durante o processo de dissídio.

“É preciso lutar porque vitórias vêm depois de luta, não são dadas, são conquistadas”, declarou.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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