Greve dos professores: categoria fará manifestação nesta segunda-feira (21)
Ato vai ocorrer antes de audiência marcada com os trabalhadores

O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) afirma que a categoria fará uma manifestação em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (21). O ato vai ocorrer antes da audiência marcada com os trabalhadores, que estão em greve.
A greve foi motivada pelo impasse nas negociações da campanha salarial entre os professores e os proprietários de instituições de ensino particulares. A proposta recusada envolve a divisão da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), documento que define os direitos da categoria, como salários e demais benefícios, em duas partes: uma para a educação básica e outra para o ensino superior.
Entretanto, os docentes defendem a renovação da atual convenção, além de um reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Para a presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato, há uma dificuldade por parte do patronal em negociar. "Eles querem impor essa condição, que é extremamente prejudicial à categoria. (...) Vale lembrar que, nas primeiras rodadas de negociação, os professores apresentaram uma pauta de reivindicações com mais de 10 pontos de valorização da carreira docente, além de ganho real, e, para que as discussões avançassem, passamos a defender apenas a renovação da convenção sem mudanças e o reajuste pelo índice da inflação", declarou.
Morato ainda apontou que a paralisação é uma forma de defender conquistas históricas da categoria, como as férias coletivas, o adicional extraclasse e a isonomia salarial. "Estamos diante de uma tentativa de dividir uma categoria que historicamente construiu sua força por meio da unidade. E, como estamos sem convenção assinada, há escolas que já não estão aplicando nossos direitos, entre eles as bolsas de estudos, em total desrespeito a quem dedica uma vida à sala de aula", disse.
A paralisação da categoria foi anunciada em uma assembleia realizada no dia 10 de setembro. Na última quarta-feira (16), a greve começou e, na mesma data, os professores se reuniram novamente para avaliar a continuidade do movimento e a possibilidade de iniciar uma greve por tempo indeterminado. Na última sexta-feira (18), os docentes realizaram uma nova assembleia.
O que diz o Sinepe MG
Em nota, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe MG) afirmou: “Como representante de instituições particulares de educação básica, técnica e superior, a entidade tem a responsabilidade de considerar as diferentes realidades de cada segmento. Por isso, atua com cautela na construção de acordos que impactam mais de 4.200 instituições de ensino, sempre buscando preservar sua sustentabilidade, os empregos e a qualidade da educação oferecida.”
A entidade afirmou ainda que as escolas particulares mineiras estão, em sua maioria, abertas e em funcionamento, com paralisações restritas a instituições pontuais. “A proposta do SinepeMG não prevê retirada de direitos dos professores, mas a organização da Convenção Coletiva de Trabalho em instrumentos específicos para a educação básica e o ensino superior, respeitando as particularidades de cada segmento”, informou.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.





