Professor da UFMG analisa caso de avião que caiu em BH: 'Não havia área de escape'
Avião decolou no Aeroporto da Pampulha, caiu e bateu em um prédio no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte

Eduardo Bauzer, professor de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirmou ainda não ser possível determinar as causas do acidente aéreo que aconteceu no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (4).
A aeronave decolou no Aeroporto da Pampulha em direção a São Paulo. Cinco pessoas estavam no avião. O Corpo de Bombeiros (CBMMG) confirmou dois óbitos no local e informou que três passageiros foram socorridos e levados para o Hospital João XXIII.
"O que se pode observar é que, logo após a decolagem, ocorreu uma gradual perda de altitude. O motivo pelo qual isso ocorreu não se sabe ainda, uma vez que não se tem detalhes ou informações suficientes sobre o que possa ter ocorrido. Pode ter sido uma perda de potência ou a aeronave decolou com peso excessivo, então não se tem informação", detalhou.
O professor analisou que as imagens do acidente mostram que o piloto tinha algum tipo de controle sobre o avião. "Mas, infelizmente, não existia área de escape para onde ele se dirigiu e ele colidiu com os prédios, exatamente porque não havia área de escape", afirmou.
A operação em aeroportos localizados no centro de cidades sempre envolve um certo perigo em função da não existência de áreas suficientemente grandes para escape. Isto cria um problema, uma vez que a operação tem que ser controlada de forma muito rigorosa.
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Avião caiu e bateu em prédio
O Corpo de Bombeiros (CBMMG) informou que foi acionado para a ocorrência às 12h21. A aeronave de pequeno porte caiu e bateu em um prédio de três andares na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira.
Os dois óbitos foram confirmados no local pelo médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As outras três vítimas ficaram presas às ferragens e foram socorridas em estado grave. Nenhum morador do edifício ficou ferido.
Os corpos das vítimas fatais foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette e passarão por exames de necropsia. As circunstâncias do acidente são apuradas pela Polícia Civil (PCMG).
Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), órgão do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), foram acionados para levantar informações necessárias à investigação.
Em nota, a NAV Brasil, que administra a torre de controle do Aeroporto da Pampulha, informou que o piloto declarou emergência (MAYDAY) após a decolagem e que foram acionadas as equipes de emergência aeroportuária.
"Esta Empresa Pública destaca que o órgão de controle prestou o serviço de navegação aérea em conformidade com as normas e procedimentos vigentes, aplicáveis a situações de emergência", afirmou.
A Defesa Civil de Belo Horizonte foi mobilizada para a ocorrência e informou que realizará uma vistoria no local para avaliar danos e riscos ao prédio.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, trabalhou na produção de matérias para a rádio, na Central Itatiaia de Apuração e foi produtora do programa Itatiaia Patrulha. Atualmente, cobre factual e é repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.




