Moradora de prédio atingido por avião relata alívio: ‘A ficha ainda não caiu'
Alva Maria Miranda é moradora do andar atingido pelo avião, mas estava trabalhando quando o acidente ocorreu

Moradora do andar atingido por um avião em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (4), a assistente social Alva Maria Miranda, de 67 anos, relatou alívio por não estar em casa no momento do acidente. Um monomotor colidiu contra o prédio pela manhã na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, região Nordeste da capital mineira.
Alva Miranda estava no trabalho no momento em que o prédio foi atingido, sendo comunicada sobre o caso pelo grupo de moradores. “A ficha ainda não caiu, ainda estou enxergando tudo em câmera lenta. Estou em estresse pós traumático, sem conseguir raciocinar ou falar direito”, declarou.
Assim como os demais moradores, a assistente social ainda não retornou para o prédio enquanto os trabalhos de perícia seguem sendo realizados pelas autoridades. Contudo, ela disse não temer pela estrutura. “É um prédio antigo, bem estrutura e seguro, feito com tijolo e cimento mesmo”, emendou.
Ela ainda lamentou o acidente e prestou solidariedade para as cinco vítimas do acidente, dois mortos e outros três em estado grave, todos a bordo da aeronave. “Eu fico muito triste com as vidas que se foram. A pessoa levantou para trabalhar e aconteceu o que aconteceu com eles. Mas eu sei que cada um tem sua caminhada, é orar pelo espírito deles e seguir a caminhada”, completou.
Dois mortos e três feridos
O acidente deixou duas pessoas mortas no local, com o óbito constatado pelo médico do Samu. As outras três vítimas ficaram presas às ferragens e foram socorridas ao Hospital João XXIII, no Centro de Belo Horizonte. Nenhum morador do edifício ficou ferido.
Os corpos das vítimas fatais foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette e passarão por exames de necropsia. As circunstâncias do acidente são apuradas pela Polícia Civil (PCMG). Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), órgão do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), foram acionados para levantar informações necessárias à investigação.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



