PM que agrediu oficial de justiça na Grande BH é condenado e solto por juíza
O caso aconteceu em 8 de março deste ano na cidade de Ibirité; Justiça condenou o réu em regime aberto por cinco delitos diferentes

Nesta terça-feira (8), Daniel Wanderson do Nascimento, de 49 anos, foi condenado pela Justiça de Minas Gerais por agredir uma oficial de justiça e desacatar um policial.
O caso aconteceu em 8 de março deste ano na cidade de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Relembre no final da matéria.
O réu, que é sargento reformado da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), foi condenado por cinco delitos diferentes:
- Lesão corporal contra mulher;
- Crime de falsa identidade;
- Crime de Resistência;
- Desacato, por duas vezes: contra a oficial de justiça e o policial militar.
As penas foram dividas entre os crimes cometidos.
Para lesão corporal qualificada por razões da condição de mulher, foi fixada uma pena de dois anos e nove meses de reclusão em regime aberto.
Para os outros quatro delitos, a condenação foi de um ano, sete meses e 25 dias de detenção em regime aberto, substituída por duas penas restritivas de direitos: prestação de serviços gratuitos à comunidade e pagamento de multa.
Além disso, Daniel Wanderson teve a prisão preventiva revogada. Ele vai recorrer ao processo em liberdade.
A decisão foi assinada pela juíza Juliana de Almeida Teixeira Goulart, da 1ª Vara Criminal, da Infância e da Juventude e de Cartas Precatórias Criminais da Comarca de Ibirité.
Relembre o caso
Sargento reformado da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Daniel Wanderson do Nascimento, de 49 anos, foi preso em 8 de março deste ano após agredir uma oficial de justiça em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A vítima é Maria Suely Sobrinho, de 48 anos. Ela é casada com um major da PMMG e foi agredida no Dia Internacional das Mulheres.
“Eu me identifiquei, falei meu nome, falei que era oficial de justiça e relatei o conteúdo da intimação. Expliquei que era uma audiência, o horário, o dia. Neste momento, ele falou que virou para a pessoa que estava no banco de trás do veículo e falou 'pode assinar', e eu interpelei. Dei a minha intimação para o real destinatário e, enquanto ele assinava, falei que ele não poderia se identificar com uma terceira pessoa, e ele ficou extremamente agressivo por eu interpelá-lo dessa forma, partindo para as agressões”.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).




