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PF combate organização criminosa especializada no tráfico internacional de cocaína

Corporação cumpre 25 mandados de prisão preventiva e 49 de busca e apreensão em dez cidades em MG, ES e MS

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Operação "Mens Occulta" da Polícia Federal • Divulgação / PF

A Polícia Federal (PF) realizou nesta semana a Operação "Mens Occulta" para combater uma organização criminosa sediada em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, suspeita de atuar no tráfico internacional de cocaína e em lavagem de dinheiro.

As investigações apontam que o grupo estaria ligado à apreensão de aproximadamente 2,9 toneladas da droga em 11 flagrantes registrado ao longo da apuração e movimento cerca de R$70 milhões sem origem comprovada nos últimos cinco anos.

A operação, deflagrada nessa terça-feira (2), ocorre de forma simultânea em três estados: Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. Ao todo, 230 policiais federais cumprem 25 mandados de prisão preventiva e 49 de busca e apreensão em dez cidades diferentes.

Somente em Uberlândia, município principal da operação, são executados 29 mandados de busca e apreensão. A operação também acontece em:

  • Minas Gerais: Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte.
  • Espírito Santo: Cariacica;
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande e Corumbá.

Conforme divulgado pela Polícia Federal, a grande carga de cocaína apreendida era proveniente da Região de Corumbá, próximo a fronteira com a Bolívia, e abastecia a estrutura criminosa investigada.

Lavagem de dinheiro

As investigações indicam que o grupo criminoso utilizava empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfigo de drogas. Ainda segundo a PF, o dinheiro era empregado na aquisição de bens de alto valor, como ranchos, apartamentos, cavalos de raça, embarcações e veículos.

Operação apreendeu motos aquáticas e veículos de luxo • PF/Divulgação
Operação apreendeu motos aquáticas e veículos de luxo • PF/Divulgação

Relatórios de inteligência financeira apontam que a organização é suspeita por movimentar R$ 70 milhões em valores sem lastro, no período de cinco anos. A Polícia Federal informou ainda que o apontado líder do grupo possui antecedentes relacionados ao tráfico de drogas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O nome da operação "Mens Occulta" é a tradução em latim da expressão ‘mente oculta’, fazendo referência ao modo de agir do líder da organização que, de acordo com a PF, evitava se expor e procurava manter a própria imagem e dos familiares deles afatadas das atividades ilícitas.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.