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PBH oferece reabilitação visual para ampliar autonomia de pessoas com baixa visão e cegueira

Serviço especializado ajuda pacientes a recuperar independência nas atividades do dia a dia com atendimento multiprofissional e uso de recursos ópticos

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Prefeitura de Belo Horizonte • Divulgação/PBH

Recuperar a autonomia para realizar tarefas simples do cotidiano, caminhar com mais segurança pelas ruas e conquistar mais independência. Esse é o objetivo do serviço de reabilitação visual oferecido pela Prefeitura de Belo Horizonte para pessoas com baixa visão ou cegueira.

O atendimento integra a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência do Sistema Único de Saúde (SUS) e é realizado no Centro Especializado em Reabilitação (CER IV) Noroeste, também conhecido como CREAB Noroeste, além do Hospital São Geraldo.

Segundo o gerente da Rede Ambulatorial Especializada da Secretaria Municipal de Saúde, Mateus Figueiredo, o processo de reabilitação começa ainda na Atenção Primária, nos centros de saúde.

"A equipe identifica pacientes com baixa visão ou cegueira e faz o encaminhamento para o serviço de oftalmologia de referência do município. Após avaliação clínica, o oftalmologista verifica se o paciente atende aos critérios para ingressar na reabilitação visual", explica.

De acordo com ele, nem todos os casos exigem esse tipo de acompanhamento especializado. Pacientes com outras doenças oftalmológicas podem ser tratados pelo próprio especialista ou encaminhados para outras subespecialidades.

Já quem apresenta baixa visão ou cegueira e pode se beneficiar da reabilitação é encaminhado ao CREAB Noroeste, onde passa por uma avaliação multiprofissional. "O objetivo é oferecer condições para que a pessoa recupere a autonomia nas atividades da vida diária e tenha mais qualidade de vida", destaca.

Estímulo da visão e treinamento para o dia a dia

O programa inclui diferentes estratégias para desenvolver as capacidades visuais remanescentes e ampliar a independência dos pacientes.
Entre as atividades estão a estimulação visual, o treinamento funcional para tarefas do cotidiano, orientações de mobilidade e adaptação ao uso de dispositivos ópticos disponibilizados gratuitamente pelo serviço.

Os pacientes aprendem a utilizar recursos como lupas, telescópios e telelupas, equipamentos que auxiliam na leitura, na identificação de objetos e na realização de diversas atividades do dia a dia.

Segundo Mateus Figueiredo, a equipe multiprofissional trabalha para que os usuários consigam executar tarefas que muitas vezes deixaram de realizar por causa da deficiência visual.

"São atividades básicas do cotidiano. A equipe orienta, treina e qualifica a pessoa para que ela tenha mais autonomia e consiga desempenhar essas funções com mais segurança", afirma.

Como acessar o serviço

O acesso ao serviço é feito por encaminhamento dos centros de saúde da capital. Após a avaliação inicial, o paciente passa pela consulta oftalmológica e, quando indicado, é direcionado ao serviço de reabilitação visual.

A Secretaria Municipal de Saúde afirma que trabalha para garantir atendimento especializado e oportuno às pessoas que necessitam desse tipo de cuidado, promovendo mais autonomia, inclusão e qualidade de vida para os usuários da rede pública.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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