Passageiros do metrô em BH denunciam retirada de bancos e trem 'quase tombado' durante viagem
Obra de revitalização do metrô teve início em dezembro de 2023; empresa se pronunciou sobre a insatisfação do sindicato dos metroviários

Os passageiros do metrô em Belo Horizonte têm mostrado insatisfação com o sistema de viagens e o transtorno causado por obras. Estações da capital estão sem bancos nas plataformas, o que obriga o passageiro a esperar em pé. Ouvintes da Itatiaia também denunciam que, durante viagem, o metrô fica 'inclinado', com a sensação que vai 'tombar'.
Procurada pela reportagem, a empresa que administra o metrô em BH informou que a questão da falta de bancos é temporária e faz parte das obras de revitalização e modernização do sistema.
Onda de demissões
O sindicato dos metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG) convocou a categoria para uma audiência pública que será realizada nesta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A audiência irá debater sobre as demissões em massa e as condições de trabalho da categoria metroferroviária após privatização do metrô de BH.
A diretoria do sindicato não concordou com diversos itens do Plano de Demissão Voluntária (PDV), que segundo o Sindimetro deixava a 'categoria muito prejudicada'.
'Muitos trabalhadores e trabalhadoras ingressaram neste PDV por não verem mais perspectivas de negociação nesta empresa privatizada pelo Governo Federal. Cerca de 600 saíram, contando com as demissões. As condutas da empresa, como pressão interna, assédio moral, alterações de jornada e escala de trabalho, demissões por justa causa e sobrecarga de trabalho contribuíram decisivamente para a decisão dos trabalhadores', afirma o sindicato.
Em nota, o Metrô BH informou que o Contrato de Concessão prevê estabilidade de um ano para os colaboradores da antiga CBTU-MG, que finalizou em 23 de março de 2024.
'A pedido dos próprios colaboradores, a empresa ofertou Planos de Demissão Voluntária e o Plano de Demissão Consensual, no decorrer do primeiro ano de gestão. A fim de continuar a adequação da empresa, mantendo a produtividade operacional, o Metrô BH lançou um plano de desligamento na primeira semana de abril. Mediada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, entre a empresa e o sindicato da categoria, essa ação garantiu benefícios sociais para além das leis trabalhistas.
Os Planos de Demissão foram realizados de maneira planejada, garantindo a normalidade da operação'.
*Sob supervisão de Lucas Borges
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



