Parque aquático anuncia fechamento após família ser eletrocutada em piscina
Vítimas estavam na água quando um fio elétrico se rompeu e caiu dentro da piscina; polícia afirma que o local não tinha alvará de funcionamento

O parque aquático "Piscinas Cavassin" anunciou que vai encerrar as atividades após três pessoas da mesma família morrerem eletrocutadas na piscina do estabelecimento. O acidente aconteceu na último domingo (4), em Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba (PR).
Roseli da Silva Santos, de 41 anos, Emily Raiane de Lara, de 23 anos e o adolescente Agner Cauã Coutinho dos Santos, de 17 anos, estavam na água, quando um fio elétrico se rompeu e caiu dentro da piscina. Os três morreram na hora. Outras nove pessoas ficaram feridas. Ao todo, 20 pessoas estavam dentro da piscina no momento do acidente.
Em nota publicada nas redes sociais, o parque informa que o fechamento é definitivo. "Comunicamos, ainda, o fechamento definitivo do nosso espaço, pois não há mais condições psicológicas e mentais de todos que aqui representamos seguirem com as atividades", diz trecho do comunicado.
O estabelecimento ainda classifica o episódio como um "terrível acidente". "Como todos sabem, ocorreu um terrível acidente no espaço representado por esse perfil. Neste momento de dor e consternação, expressamos nossas mais sinceras condolências às famílias das vítimas. Não há palavras que possam aliviar o sofrimento que estão enfrentando diante desta terrível perda", escreveu a administração do parque.
Parque não tinha alvará de funcionamento
De acordo com o delegado Gabriel Fontana, responsável pelo caso, o parque aquático funcionava em uma chácara particular na zona rural de Rio Branco do Sul. O local não tinha alvará de funcionamento e foi construído abaixo da rede elétrica. No momento do acidente não chovia, mas um vento forte fez com que um fio elétrico se rompesse e caísse dentro da piscina.
"O local funcionava sem alvará de funcionamento para parque aquático. É uma propriedade particular, em que foram construídas piscinas há cerca de cinco anos", explicou o delegado.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


