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Pai de bebê de 7 meses que chegou morto em hospital confessa agressão e é preso

Criança chegou sem vida no Hospital Maternidade Therezinha de Jesus, em Juiz de Fora, na Zona da Mata

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Hospital Maternidade em Juiz de Fora / Delegada
Laudo pericial constatou a incompatibilidade das lesões com a versão de que a criança teria sofrido uma queda durante o banho • Reprodução / Google Street View / PCMG

O pai do bebê de sete meses que chegou sem vida em um hospital em Juiz de Fora, na Zona da Mata, foi preso nesta segunda-feira (17). O caso aconteceu no Hospital Maternidade Therezinha de Jesus no último domingo (16). A criança tinha várias lesões pelo corpo.

No primeiro momento, a mãe da vítima foi detida e o pai liberado, já que ele teria visto as lesões no bebê ao trocar a fralda. Porém, o caso teve uma reviravolta.

De acordo com a delegada Camila Miller, o laudo pericial constatou a incompatibilidade das lesões com a versão de que a criança teria sofrido uma queda durante o banho.

Entenda o caso

A polícia foi acionada pela maternidade no último domingo (16), após um bebê chegar sem vida com várias lesões pelo corpo. Os pais foram questionados durante atendimento médico, e a mãe alegou que o bebê havia caído do colo dela durante o banho, no dia anterior, no bairro Sagrado Coração de Jesus, zona sul da cidade.

De acordo com ocorrência em que a Itatiaia teve acesso, o pai do bebê, de 27 anos, alegou que, após chegar em casa, foi trocar a fralda do filho e verificou que ele estava com um hematoma na face. Ao questionar a mulher sobre o caso, segundo a ocorrência, ela informou que o bebê teria caído do colo dela enquanto dava banho nele. O homem alegou ainda que, ao tirar a roupa da criança, notou que ele também apresentava hematoma na região abdominal. Além disso, conforme o B.O., ele relatou que a criança dormiu normalmente.

Questionada do motivo de só a mãe ser levada para delegacia, a Polícia Militar explicou que o pai da criança foi quem identificou as lesões no corpo da vítima ao trocar a fralda do bebê. Segundo a PM, não havia até aquele momento subsídio para condução dele na condição de autor do crime.

*Sob supervisão de Enzo Menezes

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde