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Oito indígenas Warao seguem internados em Betim após morte de idoso em comunidade

Diretor técnico do Hospital Regional de Betim explicou que a Prefeitura tem realizado ações na comunidade para reduzir os riscos à saúde dos indígenas

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Indígenas Warao em área de ocupação em Betim, na Grande BH
Indígenas Warao em área de ocupação em Betim, na Grande BH • Juarez Rodrigues / TJMG

Oito integrantes da comunidade indígena Warao, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, seguem internados na rede municipal de saúde da cidade nesta quinta-feira (2). Inicialmente, eram dez pacientes, mas uma criança recebeu alta e um idoso, de 75 anos, morreu na última terça-feira (30).

Em conversa com a Itatiaia, o diretor técnico do Hospital Regional de Betim, Dr. Fernando Perche Bonini Iwashima, informou que três pacientes permanecem internados na unidade: duas crianças, de 6 e 7 meses, com quadro de diarreia e desidratação, e um homem de 67 anos.

Os outros cinco pacientes estão no Centro Materno Infantil. São duas mulheres, de 24 e 29 anos, que deram à luz recentemente e estão acompanhadas dos recém-nascidos, além de uma gestante de 27 anos com diabetes descompensada.

O médico explicou que a Prefeitura de Betim tem realizado ações na comunidade para reduzir os riscos à saúde dos indígenas. "A Secretaria de Saúde tem feito ações efetivas lá, tanto de conscientização, de vacinação, de fazer as orientações para que os hábitos de higiene melhorem e, com isso, essas doenças, que são evitáveis e que estão relacionadas a essa condição precária, possam ser melhor acompanhadas e sanadas", afirmou.

Morte de idoso

A morte de um idoso de 75 anos foi comunicada pela Prefeitura de Betim. Ele estava internado no Hospital Público Regional da cidade desde o dia 18 de junho.De acordo com a administração municipal, o paciente apresentava doença renal crônica e peritonite, quadro que evoluiu para choque séptico.

Segundo Iwashima, o idoso deu entrada na unidade com um estado de saúde "bastante grave". "A doença renal crônica acontece em uma parcela muito grande da população, e esse quadro abdominal também é uma coisa que pode acontecer com qualquer paciente, não estando relacionado à fragilidade em que essa comunidade se encontra", explicou.

Originários da Venezuela, os intergantes da comunidade vivem em um terreno, conhecido como Ocupação Mãe Terra, em Betim. O espaço é composto por barracas feitas de madeira e lona, sem acesso regular à água potável e saneamento básico.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.