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Nova Lima aplicou quase 30 mil doses da vacina suspensa pelo Ministério da Saúde

Foram 27.278 doses do imunizante contra a dengue fabricado pelo Instituto Butantan; suspensão é preventiva

Por e 
Cerca de 500 mil doses foram aplicadas desde o início da estratégia, segundo o Ministério da Saúde
Ministério da Saúde fará monitoramento especial de vacinados após suspensão da vacina do Butantan contra dengue • Reprodução

A cidade de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, aplicou 27.278 doses da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. A aplicação do imunizante foi suspensa preventivamente nesta segunda-feira (8) após recomendação do Ministério da Saúde. A pasta apontou o registro de eventos adversos graves decorrentes da aplicação da vacina que estão sob investigação.

"Desde o início da campanha, em janeiro, foram aplicadas 27.278 doses da vacina. Não houve confirmação de casos graves de reação ao imunizante em Nova Lima", destacou a prefeitura. Ainda segundo o comunicado, foram notificados apenas três casos suspeitos no município nesse período. "Após avaliação técnica, nenhum deles foi classificado pelo Ministério da Saúde como Evento Supostamente Atribuível à Vacinação ou Imunização (ESAVI) grave", acrescentou.

Ainda de acordo com a Prefeitura de Nova Lima, após a recomendação do Ministério da Saúde, as doses do imunizante que estão em estoque ficarão armazenadas até nova determinação da pasta. No comunicado, a prefeitura disse ainda que vai monitorar eventuais reações entre os imunizados pela vacina. "A Prefeitura orienta que as pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem uma unidade de saúde caso apresentem sintomas ou necessitem de acompanhamento clínico, conforme recomendação do Ministério da Saúde", diz o comunicado.

Por fim, a Prefeitura reafirmou que a vacinação é uma importante ferramenta de saúde pública e tem papel decisivo no controle de doenças infecciosas.

Garantir a segurança da população

Cerca de 500 mil doses foram aplicadas desde o início da estratégia, segundo o Ministério da Saúde. Foram identificados 42 episódios de reações mais severas temporalmente associadas à vacinação. Os registros equivalem a cerca de oito casos para cada 100 mil doses aplicadas.

O ministro da Saúde, ao anunciar a decisão, ainda afirmou que a prioridade é garantir a segurança da população e reforçou que a medida segue um princípio fundamental da saúde pública: "A nossa decisão neste momento é descontinuar de forma temporária a atual estratégia de vacinação com a vacina da dengue do Butantan no país. Essa descontinuidade tem um objetivo: primeiro, uma ação de precaução que deve sempre guiar quem respeita a vida e quem respeita a ciência, ainda mais quando estamos falando de vacinação."

A suspensão permitirá que a pasta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan realizem uma análise detalhada dos 42 casos notificados. Entre os pontos que serão investigados estão possíveis fatores de risco dos pacientes, condições de armazenamento e transporte das doses, procedimentos de aplicação e outras variáveis que possam ajudar a esclarecer os eventos registrados.

Butantan se manifesta

Por meio de nota, o Butantan destacou que a vacina apresentou "eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional". O instituto ainda destacou que não ocorreram "casos importantes de reação adversa" nas cidades onde ocorreu a vacinação.

"Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população – Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população", diz trecho do comunicado. Apesar de destacar a eficácia do imunizante e dizer que a reação adversa na população não registrou casos importantes, o Butantan afirmou que irá cumprir a determinação.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.