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“Não queremos acreditar em tanta crueldade”, lamenta amiga de mulher concretada no quintal em BH

Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 42 anos, foi morta por ter descoberto que a madrasta ia transferir a casa do pai; madrasta e quatro filhos foram presos

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Magna Laurinda Ferreira foi encontrada morta dentro de uma fossa • Reprodução / PCMG / Itatiaia

"Ela não merecia, era uma pessoa boa, de bom coração, uma pessoa humana que só queria ajudar todo mundo". É assim que a melhor amiga de Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 42 anos, encontrada morta na cisterna da casa do pai em Belo Horizonte, descreve a companheira de vida.

Magna era madrinha do filho da amiga, que não será identificada nessa reportagem, e dividia as dúvidas em relação ao caráter da madrasta com ela. Marluce Pereira dos Santos, madrasta da vítima, e os meios irmãos de Magna - Gilmar Pereira Calmos, Paloma Ferreira de Jesus, Junio Pereira de Jesus e Paola Pereira de Jesus - foram presos por suspeita de envolvimento no assassinato.

Magna desapareceu no dia 23 de agosto após deixar a filha de três anos na escola. Depois de levar a filha para estudar, ela foi até a casa do pai, onde foi morta pela madrasta e os quatro irmãos. O corpo da vítima foi encontrado concretado no quintal da casa do próprio pai, no bairro Candelária, em Venda Nova.

Transferência de casa motivou crime

"Ela falava que estava desconfiada (da madrasta), que estava muito triste com essa situação e que não era justo eles pegaram um dinheiro que não era deles. O pai dela trabalhou a vida toda para ter esse patrimônio, essas casas que ele tinha de aluguel. Ela era muito certa com as coisas dela, era uma pessoa trabalhadora demais, esforçada, sempre cuidou do pai e da irmã, que inclusive faleceu há 7 meses. Então, era isso que ela questionava comigo. Inclusive, algumas vezes, eu cheguei a ir com ela na casa, mas a mulher tratava super bem a gente, tomava um cafezinho... amaciando mesmo a gente", contou a amiga.

Amiga acusa madrasta de dopar pai da vítima

A mulher também acusa a madrasta de dopar o pai de Magna para conseguir transferir os bens do idoso para o nome dela.

"A gente sabe que ele tem demência, mas a vizinha olhou ontem lá e ele tá sem os medicamentos. Ele tá bem lúcido e já está sabendo da situação. Inclusive, ele questionou que viu um rapaz com uma faca na mão, mas ainda pensou: 'O que ele vai fazer com essa faca?'. Então, eles estavam dopando ele de remédio", alega.

"A gente passou lá e viu eles comemorando. Tem filmagem deles gritando, comemorando a morte dela. A gente ainda tinha aquela dúvida, né? Será que ela tá aí (enterrada no quintal da casa)? Será que eles foram capazes de fazer isso? Mas o marido dela sempre mencionava comigo que tinha a impressão de que eles tinham enterrado ela no pé de jabuticaba. Mas eu dizia pra ele: 'Não, eles não fizeram isso não, não é possível. A gente não queria acreditar em tanta crueldade. Tudo por causa de dinheiro", disse.

'Eu só quero justiça', diz amiga

Agora, a amiga de Magna diz que espera que a justiça seja feita. "Eu quero justiça. Que eles fiquem lá e que eles paguem pelo que eles fizeram. Acredito que todos participaram de alguma forma. Se não matou, participou segurando alguma coisa. Que a justiça de Deus seja feita. A gente só quer a justiça. Infelizmente essa tragédia acabou com a gente, mas Deus vai abençoar que eles vão ficar presos por um bom tempo".

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.