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‘Não dá mais’, diz morador que ouviu tiros que mataram mulher em avenida de BH

O morador, que preferiu não se identificar, pede lei mais forte para punir feminicídio

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‘Não dá mais’, diz morador que ouviu tiros que mataram mulher em avenida de BH • Célio Ribeiro

“Tem que ter uma lei mais forte para o feminicídio, isso aqui não dá mais. É todo dia. Todo dia a gente vê mulher apanhando, mulher morrendo. Isso não dá mais", afirma morador que ouviu os disparos que mataram uma mulher na avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte, na manhã deste domingo (17). Ainda não foi confirmado se o caso foi feminicídio, mas há possibilidade, visto que o suspeito de cometer o crime é um homem encontrado morto a menos de 500 metros do corpo da vítima. A suspeita é que ele tenha cometido autoextermínio após o assassinato.

À Itatiaia, o morador da área, que preferiu não se identificar, conta que ouviu vários disparos seguido de um barulho de impacto. "Pelo que a gente escutou, nada mais é do que um feminicídio, e isso precisa acabar no país. As pessoas precisam entender que ninguém é dono de ninguém, que cada um é dono da sua vida”, disse emocionado. Segundo ele, no bairro Sagrada Família, na Região Leste de Belo Horizonte, o homem teria sentado atrás de um carro e cometido autoextermínio.

Conforme apurado pela Itatiaia, a mulher e o suspeito seriam casados. A vítima teria saído para caminhar por volta das 7h20min e o autor saído 20 minutos depois, deixando os filhos, de 6 e 13 anos, dormindo em casa. O suspeito teria deixado ainda uma carta de seis páginas. Vídeos de câmera de segurança mostram o homem correndo após supostamente cometer o crime e antes de cometer autoextermínio. 

Nesta manhã, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) informou que foi acionado para uma ocorrência de vítima de agressão física com arma de fogo na avenida Cristiano Machado, mas não atuou, pois quando a equipe chegou ao local a vítima estava morta.

Existe a possibilidade do caso se tratar de um feminicídio seguido de autoextermínio, mas isso só poderá ser confirmado pelas investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Em nota, a corporação informou que deslocou o rabecão e a perícia oficial para o local. A PCMG afirmou que a ocorrência está em andamento. 

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.