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Mulher trans é condenada a 21 anos de prisão por mandar matar travesti em BH

Assassinato foi encomendado após um conflito entre elas no qual a ré exigia que a vítima pagasse uma ‘taxa’ para se prostituir em avenida da capital

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Imagem ilustrativa • Reprodução | Pexels

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou, nessa quinta-feira (23), uma mulher trans a 21 anos e quatro meses de prisão. Emanuelle Cavach foi apontada como culpada por ser mandante do assassinato a tiros de uma travesti há quase três anos, em outubro de 2023. O crime aconteceu no bairro Carlos Prates, região Noroeste de Belo Horizonte. 

A mulher foi condenada por “homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima”. O juiz responsável pelo julgamento, Marco Antônio Silva, determinou que a pena seja cumprida em regime fechado. 

Durante o julgamento, Emanuelle foi interrogada e negou envolvimento com o crime. A defesa da ré argumentou que não havia provas suficientes de que ela era de fato a mandante do homicídio.

Além de Emanuelle, a Justiça julgou também Mateus Fernandes da Cruz Dias. O homem foi denunciado pelo Ministério Público como o autor dos disparos que mataram a vítima. De acordo com a denúncia, ele era conhecido por ser o ‘braço direito’ de Emanuelle e exercia a função de guarda-costas da mulher. 

Durante o julgamento, Mateus, porém, disse que tinha contato “esporádico” com Emanuelle. O homem ainda negou conhecer a vítima e o envolvimento com o homicídio. O Conselho de Sentença acolheu os argumentos da defesa e o homem foi absolvido do crime pela ausência de provas da autoria da execução.

Relembre o caso

Durante a madrugada do dia 18 de outubro de 2023 uma travesti, conhecida como Perez, foi assassinada a tiros na Rua Padre Eustáquio, no bairro Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte. 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a vítima se prostituía durante a noite nos arredores da Avenida Pedro II, também no Carlos Prates. 

Emanuelle Cavach seria “administradora” da região e exigia pagamentos em dinheiro para “permissão” do trabalho de prostituição em determinados pontos da avenida. Foi assim, então, que surgiu o conflito que deu origem ao assassinato de Perez. 

Ainda conforme a denúncia, a travesti se recusou a pagar a “taxa” exigida por Emanuelle. Por conta disso, a mulher teria recrutado terceiros para assassiná-la. No dia do crime, a vítima estava com uma amiga com quem morava e trabalhava durante a noite. 

Ao se dirigirem a uma farmácia da região, as duas foram abordadas por três indivíduos. Um deles sacou uma arma de fogo e disparou contra Perez, que morreu no local.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.