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Mulher que pulou do 2º andar para escapar de explosão de caminhão teve 15% do corpo queimado: 'não consegue dormir'

Acidente ocorreu no bairro Goiânia, região Nordeste de BH, na madrugada dessa quinta (14)

Por e 
Incêndio no Anel Rodoviário, no bairro Goiânia  • João Eduaro Santana/ Itatiaia

A moradora que precisou pular do 2º andar para fugir das chamas após o caminhão carregado com combustível tombar, pegar fogo e destruir diversas casas no bairro Goiânia, na região Nordeste de Belo Horizonte, na madrugada dessa quinta-feira (14), continua internada no Hospital João XXIII Pronto Socorro.

O caminhão estava na BR-381, no cruzamento com a MG-5, próximo à rua da Estrada. Conforme o Corpo de Bombeiros e com testemunhas, ele perdeu o controle da direção, o veículo tombou na pista e explodiu em seguida. O combustível escorreu pela via e criou uma “rua de fogo”, atingido várias casas e carros. Com a explosão, o motorista do veículo morreu e nove moradores ficaram feridos.

“Ela está consciente, mas ela está com muita dor. Ela teve 15% por cento do corpo queimado. O lado direito dela foi totalmente queimado: braço, barriga e perna. Do lado esquerdo: panturrilha e canela. Ela consegue conversar, mas chora bastante”, disse Angélica Souza Viana, filha da Kátia Lúcia.

Ela conta que a sedação não foi o suficiente, já que Kátia está muito ansiosa e não consegue dormir. “Ela lembra de tudo. O meu tio ajudou minha mãe a sair pela janela. Na casa, minha mãe estava sozinha. Se não fosse ele, a minha mãe não estaria aqui”, disse.

O tio de Angélica feriu as mãos. “Ele está bem. Só queimou um pouco da mão por ter que segurar o ferro quente para quebrar a janela por onde minha mãe precisava sair, e o pé torcido”, acrescentou.

A Itatiaia teve acesso ao áudio da irmã de um idoso, de 64 anos, que precisou ser intubado em função das queimaduras que atingiram mais da metade do corpo. "Queimou 52% por cento do corpo. Ele está no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Está todo enfaixado, queimou muito”, disse.

Na tarde de ontem, duatro vítimas receberam alta do Hospital João XXIII. Segundo o boletim de estado de saúde, divulgado pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) às 14h10, os pacientes são: uma mulher de 39 anos, um homem de 41 anos, uma adolescente de 13 anos e uma criança de 6 anos.

Casas interditadas

Estão em casa de parentes dos sobreviventes da tragédia. A Defesa Civil vistoriou os imóveis e interditou sete deles — quatro por completo e outros três, parcialmente. Um galpão também foi danificado.

Contabilizando prejuízo

O comércio da região também foi atingido pelo incêndio. Entre eles, um bar, que recebe dezenas de clientes durante a noite e fechou às 2h, antes de o caminhão-tanque explodir e pegar fogo no local. “A tragédia teria sido maior, porque a gente coloca as mesas aqui fora. Fica bastante cliente”, disse André Alves Lopes, que trabalha em um dos estabelecimentos.

Segundo ele, alguns itens do local ficaram queimados, como televisão, caixas de cerveja e portas. "Tudo está retorcido. Trouxe uma máquina de solda porque, se fica aberto a madrugada, é perigoso o pessoal entrar”, completou. Ele disse que o prejuízo diário é de cerca de R$ 900.

Trinta e oito imóveis da região ficaram sem energia elétrica, já que o incêndio atingiu quatro postes da Cemig e um transformador, que precisaram ser trocados. No fim da noite de ontem (15), o serviço foi normalizado.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.