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Mulher denuncia agressões em abordagem policial violenta na Grande BH: 'Muito medo'

Outro lado: Polícia Militar alega que a mulher estava 'muito exaltada e sob efeito de bebida alcoólica' e que ela agrediu os militares

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Mulher denuncia agressões em abordagem policial violenta na Grande BH • Imagens cedidas à Itatiaia

Uma mulher denuncia ter sido vítima de uma abordagem policial violenta durante a festa do Boi da Manta, em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso aconteceu no último sábado (8).

A denunciante é a maquiadora Luciana Ude, de 42 anos. Ela conta que, após as agressões, “as imagens voltam o tempo todo na minha memória” e alega que foi vítima de lesão corporal, lesão moral e lesão psicológica.

Em entrevista à Itatiaia, Luciana conta que a confusão começou após uma briga entre sua prima e o namorado. A maquiadora e o marido, então, interviram em defesa da prima.

O episódio gerou um tumulto no local, e policiais militares atuaram.

“A PM chegou afirmando que meu marido estava me agredindo. E eu negando o tempo todo. Em uma das vezes, quando respondi mais alto que meu marido não estava me agredindo, um dos policiais falou: 'mude o tom que você fala comigo, senão te mato'. Eu sem acreditar no que ouvi, pedi ele para repetir. E ele repete: 'te mato'. Nesse momento eu me defendi da agressão psicológica e te um tapa no rosto dele”, alega a denunciante.

Em nota, a Polícia Militar alega que o tapa desferido no rosto do policial causou, inicialmente, “a necessidade dos policiais empregarem meios e instrumentos de menor potencial ofensivo”, como gás de pimenta.

Luciana responde criminalmente por conta do episódio e conta que pretende entrar com uma ação judicial contra a PMMG. “Estamos analisando os fatos. Pegando todas a provas possíveis”, relata.

Confira na íntegra a nota da Polícia Militar de Minas Gerais

Após o término de um evento em Pedro Leopoldo houve uma concentração de foliões que se agrediam mutuamente por motivos fúteis em um bar, gerando troca de violências gratuitas (tapas, socos e chutes), ocasião que uma equipe da Polícia Militar interviu.

Na ação uma mulher envolvida na briga generalizada, desferiu um tapa no rosto de um Policial que tentava apaziguar a confusão.

Diante da situação houve a necessidade dos policiais empregarem meios e instrumentos de menor potencial ofensivo - espargidor de gás de pimenta para desestabilizar as ações dos agressores (as).

Houve a necessidade de uso de técnicas de contenção e uso moderado da força para conter a mulher, que estava muito exaltada e sob efeito de bebida alcoólica, como a algemação e quebra de sua resistência.

Uma nova agressão por parte da autora (chute no rosto de um policial) aconteceu momento que a autora estava sendo colocada no compartimento da cela da viatura.

Diante dos crimes de agressão, desacato e resistência a agressora foi conduzida, inicialmente, para o PA, atendendo ao protocolo que se adota na realização de uma prisão em flagrante, posteriormente, feita sua condução à 2ª Delegacia Regional de PL.

O policial também foi conduzido para o pronto atendimento e foi socorrido.”

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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