Mpox em Minas: número de casos sobe; são três confirmações em Belo Horizonte

Estado é o terceiro com maior quantidade de vítimas; Brasil já registrou quase 90 casos apenas em 2026

Doença inclui sintomas como lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza

O número de casos de Mpox voltou a subir em Minas Gerais. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) informou que já são cinco casos confirmados da doença em 2026. As duas últimas vítimas foram registradas ainda nessa terça-feira (24), uma na cidade de Formiga, no Centro-Oeste mineiro, e outra em Belo Horizonte, capital do estado.

Com o novo caso, aumenta para três o número de pessoas infectadas em BH. As duas outras vítimas na cidade tiveram a doença confirmada em janeiro, nos dias 7 e 29. O caso restante foi registrado em Contagem, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, também no dia 29/01.

Segundo a SES-MG, as confirmações foram apenas em pessoas do sexo masculino, com idade entre 30 e 45 anos. A pasta afirma ainda que todos os pacientes não tiveram complicações e que os quadros evoluíram para cura.

Minas Gerais é o terceiro estado em quantidade de casos de Mpox pelo Brasil, atrás apenas de São Paulo, que lidera o número de vítimas, e do Rio de Janeiro. Até o momento, o país tem 88 casos confirmados da doença. As informações foram divulgadas através do painel de monitoramento da Mpox, publicado no site do Ministério da Saúde.

O que é a Mpox?

A doença, originária de países da África, ainda não tem tratamento e, a depender da variante, pode ser grave. Segundo a infectologista do Lab-to-Lab Pardini, Melissa Valentini, a doença é causada por um vírus da mesma família da varíola humana, erradicada globalmente em 1980.

O vírus possui dois principais clados (linhagens genéticas). O clado 1, da África Central, está historicamente associado a quadros mais graves. Já o clado 2, da África Ocidental, costuma provocar formas mais brandas.

Quais são os sintomas?

Ainda segundo a SES-MG, os principais sinais e sintomas incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza.

A pasta orienta ainda que, ao apresentar sintomas, o ideal é procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação clínica. Também é importante informar eventual contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença.

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Como se prevenir?

A transmissão da Mpox ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados. Ou seja, a doença pode ser contraída por meio da saliva ou relações sexuais.

Para prevenção, recomenda-se evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Em situações de cuidado, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras.

Pessoas com suspeita ou confirmação do vírus devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. Também é fundamental reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.

Para o diagnóstico da Mpox, é preciso passar pela coleta do material das lesões de pele e análise por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase).

Qual o tratamento?

Ainda sem uma solução clara para a doença, o tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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