Morcego com raiva é encontrado morto em sacada de apartamento em Patos de Minas (MG)
Animal foi enviado para análise na Secretaria de Estado de Saúde, em BH, que confirmou o resultado positivo; município reforçou a vacinação contra a doença em cães e gatos

A Prefeitura de Patos de Minas, na região do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, confirmou que um morcego encontrado na cidade estava infectado com o vírus da raiva. A informação foi divulgada pelo município nesta quinta-feira (30).
O animal foi encontrado morto na sacada de um apartamento na Avenida Paranaíba, no Centro da cidade, e capturado. O morcego foi, então, enviado para análise na Secretaria de Estado de Saúde, em Belo Horizonte, que confirmou o resultado positivo do exame.
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De acordo com a prefeitura, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) recolhe, em média, 20 animais mortos por ano. No entanto, o último caso positivo de raiva em morcego havia sido registrado em 2021. Já em cães e gatos, o último registro data da década de 1980.
Vale lembrar que morcegos podem transmitir raiva para humanos e animais de estimação. A doença é considerada gravíssima e tem um índice de mortalidade de praticamente 100%.
Prefeitura vai reforçar vacinação de pets
Para evitar a disseminação da doença, a prefeitura informou que irá vacinar todos os cães e gatos que estiverem em um raio de 500 metros a partir do ponto onde o morcego foi encontrado.
"Serão imunizados todos os cães e gatos a partir de três meses de idade, exceto fêmeas no último mês de gestação e animais em tratamento de saúde. Mesmo os pets vacinados no último ano devem receber a dose de reforço. Quem não estiver em casa no momento da visita poderá levar o animal ao Centro de Controle de Zoonoses, das 7h às 18h, para a imunização. A vacinação é gratuita e segura", informou a Prefeitura de Patos de Minas.
Vacinação está abaixo do indicado em Patos de Minas
"Apesar das campanhas anuais de imunização, em 2024, apenas 25.009 cães e gatos foram vacinados contra a raiva no município, número abaixo do ideal para garantir a proteção coletiva. A doença é real, e a prevenção é essencial para evitar riscos à saúde de humanos e animais", alerta o órgão.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


