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Minas confirma 43 casos de coqueluche e faz alerta para imunização de crianças e gestantes

Estado contabiliza 233 notificações da doença; em Belo Horizonte, 12 casos já foram confirmados neste ano

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Em Belo Horizonte, a vacina é oferecida gratuitamente nos 154 centros de saúde da rede municipal • Pixabay/Reprodução

O aumento dos casos de coqueluche em Minas Gerais tem colocado as autoridades de saúde em alerta. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o estado registrou, até o momento, 233 casos suspeitos da doença, dos quais 43 foram confirmados. Em Belo Horizonte, já são 12 confirmações em 2026.

Também conhecida como tosse comprida, a coqueluche é uma infecção bacteriana altamente contagiosa que atinge o sistema respiratório e pode provocar complicações graves, principalmente em bebês com menos de um ano de idade.

Segundo a SES-MG, o crescimento recente dos casos está associado à queda da cobertura vacinal registrada nos últimos anos, além do comportamento cíclico da doença, que costuma apresentar períodos de maior circulação.

O subsecretário de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Eduardo Prosdocimi, reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a vacinação, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "O grande objetivo é ampliar a cobertura vacinal. A imunização das gestantes protege tanto a mãe quanto o bebê, que nasce com anticorpos importantes para enfrentar a doença nos primeiros meses de vida", afirma.

O calendário de vacinação prevê três doses da vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de dois reforços da vacina DTP, aplicados aos 15 meses e aos 4 anos. Para as gestantes, a recomendação é uma dose da vacina dTpa durante cada gravidez.

Embora a cobertura vacinal em Minas esteja próxima da meta, a Secretaria de Estado de Saúde destaca que ainda é necessário ampliar os índices. A vacina pentavalente alcançou cobertura de 94,05% em 2024 e de 92,18% em 2025. Já o primeiro reforço da DTP passou de 91,5% para 88,04% no mesmo período, ambos abaixo da meta de 95%.

Sintomas

Os primeiros sinais da coqueluche costumam ser semelhantes aos de um resfriado, com coriza, febre baixa e mal-estar. Com a evolução da doença, surgem crises intensas de tosse seca, que podem causar dificuldade para respirar, vômitos e cansaço.

A transmissão ocorre por meio de gotículas eliminadas durante a tosse ou o espirro, além do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

Vacina está disponível em BH

Em Belo Horizonte, a vacina é oferecida gratuitamente nos 154 centros de saúde da rede municipal e também no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante.

A diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da capital, Tatiani Ferreguetti , destaca que a imunização é segura e deve ser mantida em dia. "Todas as crianças devem seguir o calendário nacional de vacinação. A vacina também é indicada para gestantes e profissionais de saúde, contribuindo para reduzir a circulação da doença e proteger os grupos mais vulneráveis", explica.

Apesar do aumento das confirmações, a Secretaria Municipal de Saúde informa que o cenário permanece dentro do esperado. Ainda assim, o alerta é para que pais, responsáveis e gestantes procurem uma unidade de saúde para manter a vacinação em dia, principal medida para prevenir a coqueluche.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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