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'Milagre de Deus', conta mulher que não podia engravidar e conseguiu realizar sonho da maternidade

No último episódio da série especial, a Itatiaia conta a história de como o amor da mãe e a vontade da criança em viver fizeram a diferença na vida dessa família

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Mulher comprou enxoval feminino e fez chá revelação com resultado de exame errado • Imagem Ilustrativa | Freepik

O dia 15 de outubro, de 2023, estará para sempre na memória e no coração da cozinheira de 36 anos, Gleiziane Nazaré, quando deu à luz ao filho Ronan numa situação que a mesma chama de "milagre de Deus". Com um diagnóstico que não poderia ser mãe, por causa de uma obstrução das tubas uterinas, ela foi surpreendida com a gravidez quando entrava no sexto mês. Com 25 semanas e seis dias, pouco antes de completar sete meses, Ronan decidiu que estava na hora de vir ao mundo. A família, que morava em Catas Altas, veio para Belo Horizonte.

O parto foi natural e durou 8 minutos. Prematuro, Ronan que nasceu com apenas 867 gramas, ficou por 8 meses internado na maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte. Foram meses difíceis, com muitas dúvidas e inseguranças. Mas a fé e amor mantiveram Gleiziane firme. Uma mãe de primeira viagem, que não poderia engravidar, agora, tinha um propósito maior que a própria vida: chamado Ronan!

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"No primeiro momento, a gente quer muito preocupado porque não sabíamos nada sobre a prematuridade. Mas, com o tempo, a gente foi procurando saber direitinho. Eu só tenho que agradecer que ele está grande e forte", disse.

Durante 251 dias foram muitas complicações. Considerado pela medicina como um prematuro extremo, Ronan teve síndrome do desconforto respiratório, displasia broncopulmonar, apneia da prematuridade, hemorragia intraventricular, pneumonia, anemia e broncoespasmo. Por várias vezes, o estado de saúde dele era bem grave. E ao lado do filho, estava a mãe, presente diariamente no hospital.

"A gente ficou os oito meses no hospital. Não é fácil! Cada dia que você chega, é um diagnóstico diferente. O Ronan teve de tudo que você imagina. Mas eu uma pessoa muito tranquila e, com muita fé, graças a Deus, superei", afirmou.

A Espera essa é a palavra que une para sempre Gleiziane e Ronan. Em proporções diferentes, a mãe esperou pelo filho na barriga e fora dela. O filho esperou a hora de enfim voltar para o melhor lugar do mundo: o colo da mãe. No dia 21 de junho, deste ano a espera enfim acabou. "Ronan é um Milagre”, finalizou.

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Jornalista graduada em 2005 pelo Centro Universitário Newton Paiva, com experiência em rádio e televisão. Desde 2022 atua como repórter de cidades na Itatiaia.