Menina atacada por abelhas na Grande BH deixa o hospital; ‘Foi aterrorizante’, relembra
Adolescente foi salva por um motoboy que passava no local

“Foi aterrorizante”, é assim que Safira Emanuele, de 12 anos, descreve o momento em que foi atacada por um enxame de abelhas. O caso aconteceu perto de uma escola localizada na Rua Flor de Luz, no bairro Ouro Negro, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no dia 14 de setembro. Ao deixar o hospital nesta segunda-feira (21), a adolescente relatou à Itatiaia que se sente “ótima” e grata pelas pessoas que enviaram mensagens de carinho para ela, assim como pelo motoboy que a salvou do ataque.
A adolescente foi atacada por um enxame de abelhas quando levava a irmã à escola. Nas redes sociais, um vídeo do momento em que ela recebeu ajuda de um motoboy viralizou. Nas imagens, a menina aparece cercada de dezenas de abelhas, totalmente paralisada. “Sinto assim, um pouquinho de agonia, um pouquinho de medo e, sei lá, um sentimento diferente”, disse a menina sobre o que sente ao assistir o vídeo do momento em que estava sendo atacada.
Sobre o resgate, Safira afirma que o motoboy chegou na hora certa. “Eu pensava que ninguém ia vir para me ajudar”, disse.
Depois do ocorrido, a adolescente relata que adquiriu um aprendizado: “Não posso ficar só parada, eu tenho que reagir, com qualquer coisa, não só com abelha”.
Luciene Gomes dos Santos, a mãe de Safira, relatou à Itatiaia que o ocorrido foi um grande susto. “O início foi aterrorizante, meio difícil, achei que ela não ia ter melhora”, disse. Ela afirmou que, com o passar do dias, a filha foi melhorando, o que a fez ficar mais tranquila.
Motoboy resgatou a menina
Nas redes sociais, o vídeo do momento em que o motoboy Vinícius Martins salvou a menina viralizou. “Vi a menininha lá no cantinho, chorando e gritando. Chamei ela, mas ela não respondeu. Chamei umas quatro vezes e ela não respondeu. Aí fui até lá, peguei ela e puxei”, contou à Itatiaia.
O motoboy puxou a estudante até o lado de dentro da escola. Ao mesmo tempo, ele utilizou um desodorante que tinha no baú da moto para tentar espantar os animais. “Não pensei duas vezes, porque tenho duas meninas. Vi ela lá, tadinha, sofrendo. Tinha abelha entrando até no nariz dela. Aí eu só puxei ela. Minha intenção era colocar ela na moto, mas ela não estava respondendo direito. Aí puxei ela e levei para a escola”, relatou.
Quando chegaram no interior da escola, Vinicius começou a pedir que as pessoas que estavam no local jogassem água na menina. No vídeo, o enxame parece ter se dispersado quando começaram a molhar a estudante com uma mangueira. Nas imagens, é possível ver os braços da menina completamente vermelhos e com sinais de ferroadas.
Nas redes sociais, o motoboy relatou que tomou 40 picadas, mas que “salvou” a estudante.
A Prefeitura de Ibirité confirmou o Corpo de Bombeiros concluiu, na noite de segunda-feira (14), o procedimento para a remoção das abelhas. “Equipes da Secretaria de Meio Ambiente também realizaram vistoria geral no espaço, que segue com suas atividades normalmente, após avaliação realizada pelos profissionais responsáveis”, concluiu.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Ibirité também esclareceu que a colmeia não estava localizada nas dependências da Escola Municipal Ouro Negro/Montreal, onde a aluna estuda pela manhã. A pasta afirma que o foco das abelhas foi identificado no Salão do Encontro, espaço que desenvolve atividades em parceria com a Prefeitura de Ibirité, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e a Petrobras.
De acordo com a pasta, a adolescente havia ido buscar a irmã dela, que participa das atividades do Salão do Encontro, para acompanhá-la até a escola, quando foi atingida pelas abelhas.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.




