Médico famoso é alvo de novas denúncias após morte de mulher que fez cirurgia em BH
Norma Fonseca, de 59 anos, era servidora da UFMG e morreu 72 dias após passar por uma abdominoplastia; profissional responsável pela operação tem mais de 80 mil seguidores no Instagram

O médico responsável pela cirurgia de Norma Eduarda da Fonseca, servidora pública de 59 anos que morreu 72 dias após uma abdominoplastia em Belo Horizonte, foi alvo de novas denúncias feitas por antigas pacientes. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30) pelo delegado Marlon Pacheco, responsável pela investigação (relembre o caso no fim da matéria).
Segundo o delegado, as denúncias feitas pelas vítimas são contra o mesmo médico, mas por operações feitas em outras clínicas da região metropolitana. Essas denúncias também serão investigadas e o delegado orienta que outras vítimas procurem a Polícia Civil para representarem contra o profissional. A Delegacia Regional de Polícia Civil - Sul, que fica no bairro São Bento, é responsável pelo caso.
Relembre o caso
Norma Eduarda da Fonseca, de 59 anos, passou por abdominoplastia e outros procedimentos estéticos em um hospital particular do bairro Belvedere, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, no dia 5 de fevereiro. No dia seguinte, ela teve alta para se recuperar em casa. Porém, cinco dias depois, ela relatou ao médico que sentia diarreia, náusea, vômito, inchaço no abdome e até necrose.
O médico teria orientado Norma a não procurar um hospital, prescreveu alguns medicamentos e disse para ela continuar o tratamento em casa. As feridas continuaram se agravando e no dia 14 de fevereiro, a família entrou em contato com o médico, que orientou que Norma fosse levada até a clínica. Lá, foi retirado um dreno de sucção a vácuo na região sacral - acima do ânus - e verificou que ela estava com sinais avançados de infecção.
Posteriormente, o médico orientou levar a servidora para o hospital, onde foi internada imediatamente. Dias depois, foi identificada lesões e infecção por bactérias muito resistentes. Com isso, ela foi submetida a uma nova cirurgia para retirada da parte necrosada. Ao passar dos dias, o estado de saúde dela foi se agravando até que em 17 de abril veio a óbito.
O filho da vítima disse à polícia que, durante a internação, ela foi coagida pelo médico, que fez ‘pressão psicológica’ tentando responsabilizá-la por seu quadro. Familiares também relataram que o profissional dificultou o acesso a informações sobre o procedimento cirúrgico inicial, o que pode ter “dificultado o diagnóstico da equipe médica do hospital”.
A reportagem da Itatiaia procurou o médico responsável pelo procedimento, por meio dos contatos disponibilizados pela clínica, e o espaço segue aberto.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.



