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Médica que sequestrou bebê em MG procurou em outros estados crianças aptas a serem adotadas ilegalmente

Cláudia Soares Alves foi indicada pelos crimes de falsidade ideológica e tráfico de pessoa

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Divulgação/Polícia Civil de Goiás

A médica neurologista Cláudia Soares Alves, suspeita de sequestrar uma recém-nascida no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, procurou, em outros estados, crianças aptas a serem adotadas ilegalmente por ela. Essa foi a informação divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (6) após a conclusão do inquérito. Ela foi indiciada pelos crimes de falsidade ideológica e tráfico de pessoa. Cláudia continua presa.

Segundo as investigações, a neurologista já havia premeditado o crime nos meses anteriores ao sequestro. "Ela divulgou, falsamente, para familiares e amigos que estava grávida; comprou enxoval para bebês e procurou, em outros estados da federação, crianças aptas a serem adotadas ilegalmente por ela, utilizando, nessa última conduta, de fraude e aliciando pessoas vulneráveis para entregarem seus recém-nascidos", disse a corporação.

Ela usou um nome falso para entrar no hospital e, também, se aproveitou da sua condição de professora universitária daquela instituição — o que facilitou a entrada dela no local sem levantar suspeitas dos servidores.

Apurações apontaram que a Cláudia havia conquistado o direito de habitação em cadastro nacional de adoção, "cujo o processo judicial indicou aptidão psicológica favorável a ela, inclusive se baseando em documentação fornecida por ela durante o feito."

O que aconteceu

Por volta de meia-noite do dia 22 de julho, a menina foi levada da ala da maternidade por uma mulher — que usava jaleco e máscara de proteção — e se passou por médica da unidade. Segundo a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra a unidade de saúde, a médica entrou no local com crachá institucional (veja nota abaixo).

Recém-nascida é sequestrada de hospital de Uberlândia, no Triângulo MineiroA sequestradora falou com a mãe que levaria a bebê para se alimentar, uma vez que, segunda a própria mãe, ela estava tendo dificuldade para amamentar. Acreditando que a suspeita era realmente pediatra, a mãe e o pai permitiram que a bebê fosse levada.

Horas depois, ela e a criança foram encontradas em Itumbiara, em Goiás, cerca de 134 km da cidade onde o crime ocorreu

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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