Mais de 850 crianças de abrigos devem passar Natal com madrinhas e padrinhos em MG; veja como participar
Em 2025, foram 1.428 pequenos contemplados pelo programa; a proposta é que crianças e adolescentes acolhidas em abrigos possam ter acesso a experiências fora dos muros das instituições

De um lado, há quem celebre a família no Natal ou quem escolha passar longe. Do outro, aqueles que nunca tiveram a oportunidade de viver esse momento. Em Minas Gerais, este ano, 4.276 crianças e adolescentes podem passar distantes de um lar, conforme dados da Coordenadoria da Infância e Juventude. Dessas, 854 meninos e meninas poderão deixar as casas de acolhimento e passar o dia 24 de dezembro com seus padrinhos e madrinhas. O dado, revelado nessa quarta-feira (18), atualizado é de janeiro a maio de 2024.
No estado, são 3.855 meninos e meninas acolhidas (medida protetiva temporária e excepcional para crianças e adolescentes em situação de risco social) e 421 crianças e adolescentes na fila para adoção (projeto de família que garante os mesmos direitos do filho adotivo para um filho consanguíneo) este ano. Ambos podem ser contemplados pelo programa de apadrinhamento na capital mineira, realizado por meio do Centro de Voluntariado de Apoio ao Menor — entidade sem fins lucrativos.
“O programa contempla a todos, mas é mais voltado para os casos em que o acolhimento já tem muitos anos e a perspectiva de adoção ou de reintegração familiar quase não se apresenta mais”, explicou o juiz José Honório de Rezende, juiz coordenador executivo da coordenação da infância e da juventude do Tribunal Justiça do Estado de Minas Gerais.
No ano passado, foram 1.428 meninos e meninas contemplados pelo programa de apadrinhamento. Em 2022, o número foi bem menor: foram 853. O programa funciona desde 2004 e já foram apadrinhadas mais de 5.800 crianças e adolescentes. O projeto tem como público-alvo crianças e adolescentes acolhidos de 4 a 18 anos incompletos.
"O final do ano é um momento de sofrimento”, disse juiz. Apesar da pauta ressurgir no fim de ano, ele explica que a ideia do trabalho vai muito além: criar laços e um novo ponto de referência para aqueles meninos e meninas, possibilitando o encontro nos finais de semanas, férias e nos feriados prolongados.
‘’O apadrinhamento é um programa que acontece todo o ano todo, exige preparação, exige controle, exige segurança’’. Por isso, não é possível fazer isso seguramente para avaliar quem se habilita para o apadrinhamento. Portanto, para os interessados, as inscrições estão abertas.
Veja como participar do programa
- Comparecer presencialmente ao CEVAM para o preenchimento da Ficha de Inscrição da Família Madrinha, e entrega da documentação;
- Levar toda a documentação para início da avaliação do credenciamento;
- Aguardar o contato para a entrevista com a(o) psicóloga(o) do programa.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.



