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Justiça rejeita pedido para soltar diarista que matou casal de idosos em BH

Paola Stefany Neto Cirino foi presa em 1º de julho suspeita de matar Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio; crime foi cometido no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte

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Justiça rejeita pedido para soltar diarista que matou casal de idosos em BH • Imagens cedidas à Itatiaia

O Tribunal de Justiça (TJMG) rejeitou nesta sexta-feira (14) um pedido da defesa para soltar a diarista ré pela morte de um casal de idosos em Belo Horizonte.

O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas, localizado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. Paola Stefany Neto Cirino foi presa pela Polícia Civil (PCMG) no dia 1º de julho em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais.

Os advogados de defesa de Paola Stefany entraram com um pedido de habeas corpus e argumentaram que ela é ré primária e tem "excelentes antecedentes criminais". Além disso, chamaram o processo que ela enfrenta como "um fato absolutamente isolado em sua biografia".

No entanto, o desembargador Valladares do Lago, da 4ª Câmara Criminal do TJMG, reforçou a brutalidade dos latrocínios contra os idosos e citou outras investigações em curso contra a diarista por denúncias de crimes contra o patrimônio.

Além disso, o magistrado afirmou que o uso de tornozeleira eletrônica pode ser insuficiente como medida cautelar, pois Paolo Stefany não reside em Belo Horizonte, o que pode facilitar uma eventual fuga.

"Dessa forma, não é prudente acolher o pleito nesta fase prefacial, sendo imprescindíveis os esclarecimentos oficiais para que, ao cabo, no julgamento definitivo, o Colegiado possa apreciar o caso mais acuradamente", considerou o desembargador.

Relembre o caso

Paola Stefany Neto Cirino confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal.

A investigada estava no primeiro dia de trabalho no local após ser indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço. Durante o almoço, ela bateu alguns comprimidos no liquidificador ao preparar um suco e dopou o casal. Cláudio Atala Inácio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde dormiu na sala.

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Ela matou o casal com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e foi negociar os bens roubados no Centro de Belo Horizonte. A mulher foi presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na noite de 1º de julho.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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