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Justiça condena foragido por matar empresário a tiros de fuzil em Belo Horizonte

Cássio Nascimento do Vale, outro acusado,  foi absolvido pela maioria dos jurados  

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Justiça condena foragido por matar empresário a tiros de fuzil em Belo Horizonte
Justiça condena foragido por matar empresário a tiros de fuzil em Belo Horizonte • Fórum I Divulgação

O Tribunal do Júri condenou, nesta segunda-feira (22), Lucas Carvalho Costa, que está foragido, a 16 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato do empresário mineiro Adriano Costa Vale. O julgamento aconteceu 5 anos após o crime, em sessão no prédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na avenida Raja Gabaglia. A vítima, na época com 37 anos, foi morta a tiros de fuzil quando saía de casa em carro blindado, no bairro Santa Cruz, região Nordeste de Belo Horizonte, em 2018.

O outro acusado, Cássio Nascimento Vale foi absolvido pelos jurados. Conforme informações do Fórum, todas as testemunhas foram dispensadas e a promotoria iniciou as acusações por volta das 9h30, com tempo total de duas horas e meia.

Após a fala da promotoria, a defesa teve as mesmas duas horas e meia para argumentação. A leitura da sentença aconteceu no início da tarde de hoje.

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Entenda o caso

O empresário Adriano Costa Vale foi assassinado em 26 de outubro, de 2018, quando saía de casa e foi surpreendido por homens armados com fuzil que dispararam mais de 50 vezes.

De acordo com o Ministério Público, o crime foi cometido por motivo torpe, "em razão de divergências atreladas à criminalidade e por acreditar que a vítima fornecia informações a integrante de grupo criminoso rival."

Para matar o empresário, os acusados abordaram a vítima "sorrateiramente", na rua, atingindo-o várias vezes dentro do carro. Na época, a avó do Adriano com 83 anos estava com ele e acabou ferida com estilhaços de bala.

Na época do crime, a Polícia Civil (PC) esteve no local e adiantou que o assassinato poderia estar relacionado com o tráfico de drogas. Adriano tinha passagem por assalto, em 2005. Dois anos depois, o pai da vítima também foi assassinado a tiros.

Um dos acusados desceu empunhando um fuzil e atirou 31 vezes contra a Chevrolet Captiva da vítima. Os outros suspeitos efetuaram disparos com pistolas nove milímetros e .40. Apesar de o veículo ser blindado, os tiros perfuraram a lataria e acertaram Adriano, que morreu no local.

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Jornalista graduada em 2005 pelo Centro Universitário Newton Paiva, com experiência em rádio e televisão. Desde 2022 atua como repórter de cidades na Itatiaia.