Belo Horizonte
Itatiaia

Justiça adia decisão sobre anulação de perícia do caso da morte de caminhoneiro em BH

Defesa do delegado Rafael Horácio alega que as testemunhas não foram arroladas para a reconstituição do crime e pede anulação da perícia

Por
Defesa aponta erros na reconstituição
Defesa aponta erros na reconstituição • Renato Rios Neto | Itatiaia

O desembargador Rubens Gabriel da 6ª Câmara Criminal pediu, nesta terça-feira (28), vistas para analisar o pedido da defesa do Delegado Rafael Horácio para a anulação da perícia sobre o caso da morte do reboquista Anderson Candido de Melo, de 44 anos, em 30 de julho de 2022.

O pedido de vista foi acompanhado dos demais desembargadores que estão julgando o Habeas Corpus. A defesa do delegado Rafael Horácio alega que a presença das testemunhas na perícia é fundamental, uma vez que elas alegam no processo terem visto a dinâmica dos fatos.

"Além de ter sido questionado no dia da reconstituição do crime, nós antevemos essa possibilidade, pedimos ao magistrado providências, transcrevemos os depoimentos para que fossem confrontados, a juíza informou que a polícia tinha acesso a tudo, que não era necessário essa remessa depoimento porque ela seria diligente, e aí, chegando lá, um dos grandes imbróglios foi exatamente esse, as testemunhas não foram", afirmou o advogado Fernando Magalhães.

A previsão é que o habeas corpus interpelado pela defesa seja analisado nos próximos 15 dias. O Ministério Público indiciou Rafael Horácio por homicídio duplamente qualificado, com as qualificadoras motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já a defesa do delegado alega que ele agiu em legitima defesa pois achou que seria atropelado pelo reboquista.

Por

Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.