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Indiciados por morte de operários em obra de supermercado em BH cometeram diversos erros, diz PC

Episódio ocorreu dia 17 de outubro de 2023; engenheiros e topógrafo foram indiciados

Por e 
Trabalhadores ficaram soterrados
Trabalhadores ficaram soterrados • Corpo de Bombeiros

A conclusão do inquérito aponta que os profissionais da construção indiciados pela morte de quatro trabalhadores durante a construção de um supermercado no bairro Belvedere, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, têm larga experiência no ramo e, mesmo assim, executaram várias inobservâncias técnicas e de normas estabelecidas em 1995. As informações da Polícia Civil foram repassadas nesta sexta-feira (6) em coletiva de imprensa.

O engenheiro contratado pela rede, outro graduado da empresa de engenharia contratada e o dono de uma empresa de topografia por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, pelo ocorrido dia 17 de outubro de 2023. “As Três empresas falharam”, disse a delegada responsável pela investigação, Bianca Prado.

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Saiba como aconteceu o soterramento que matou operários no Belvedere, em BH

Um dos responsáveis tem quase 30 anos e atuou em grandes obras no estado. “É uma pessoa extremamente experiente com outras obras grandes no currículo. Participou de grandes construções em Minas e fora, inclusive do prédio da Cemig, que todo mundo conhece em Minas Gerais. É uma pessoa gabaritada, mas que errou”, acrescentou.

Conforme a denúncia, são dezenas de infrações que vão desde a escavação, até a verticalização do talude, que caiu e vitimou os funcionários. "Os laudos apontam mais de 40 infrações. Não teria nem como eu mensurar para vocês todas as infrações, mas, elas vão desde a escavação até a documentação, a posição de escoras, a falta de alguns equipamentos e a questão da verticalização do talude", acrescentou.

Por fim, segundo a delegada, a tragédia poderia ter sido evitada. “O que foi apurado pela nossa equipe, ao longo desses quase 11 meses, é que evento que aconteceu foi criminoso e poderia ter sido evitado”, disse.

Ainda segundo Policia Civil, o indiciamento de homicídio culposo tem o agravante de inobservância de norma técnica de profissão. Os três ainda irão responder pela lesão corporal contra uma quinta vítima, que sobreviveu. O funcionário, de 23 anos, foi soterrado até a cintura, passou por cirurgias e ainda está afastado.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.