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Ex-líder do tráfico é assassinado na Vila Paquetá após descumprir acordo em BH

Márcio Gomes dos Santos, o 'Neném', teria vendido o controle da região por R$ 500 mil com a condição de não retornar; PC investiga crime

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Ex-líder do tráfico é assassinado na Vila Paquetá após descumprir acordo de exílio em BH
Márcio Gomes dos Santos, de 49 anos, conhecido como 'Neném' • Cedida à Itatiaia

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga se a disputa pelo controle do tráfico de drogas motivou o assassinato de Márcio Gomes dos Santos, de 49 anos, ocorrido na tarde deste domingo (21), na Vila Paquetá, Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Conhecido como "Neném", a vítima era apontada pela Polícia Militar como uma antiga liderança do crime na região.

No local do homicídio, a perícia da Polícia Civil recolheu quase 20 cápsulas de munição. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

De acordo com levantamentos feitos pela PM, o histórico de Neném na criminalidade local envolvia uma violenta disputa familiar. Ele é suspeito de ter ordenado a morte do próprio irmão, conhecido como "Maquinho Pulmão", que foi assassinado a tiros em outubro do ano passado.

Com a morte do irmão, Neném assumiu o comando definitivo do tráfico na Vila Paquetá. Posteriormente, ele teria negociado o repasse do controle das bocas de fumo para outros criminosos pelo valor de R$ 500 mil. A transação, no entanto, tinha uma condição clara: ele deveria deixar a região e nunca mais retornar.

O retorno e a execução

Apesar do acordo milionário, informações recebidas pela polícia indicam que Neném voltou à Vila Paquetá no último sábado (20). Relatos apontam que ele foi visto andando armado e frequentando bares da comunidade.

Já na tarde deste domingo (21), a vítima estava sentada em um ponto de venda de drogas quando foi surpreendida pelos disparos. A principal linha de investigação sugere que o atirador estava a pé e conhecia a rotina e o comportamento da vítima, o que facilitou a execução. O caso foi encaminhado para a Polícia Civil, que segue em diligências para identificar os autores e confirmar a motivação do crime.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.