Homem que matou meia-irmã e concretou corpo em cisterna é condenado a 20 anos de prisão
Gilmar Pereira Calmos foi julgado nesta terça-feira (30) pela morte de Magna Laurinda Ferreira Pimentel; caso aconteceu em agosto de 2024 no bairro Candelária, na Região de Venda Nova de Belo Horizonte

O Tribunal de Justiça (TJMG) julgou nesta terça-feira (30) o homem que matou e concretou o corpo de uma mulher em uma cisterna no bairro Candelária, na Região de Venda Nova de Belo Horizonte.
Gilmar Pereira Calmos confessou o crime e foi condenado a 19 anos pelo crime de homicídio qualificado e a 1 ano pelo crime de ocultação de cadáver. Somadas, as penas chegam a 20 anos de prisão em regime fechado.
Além disso, a Justiça manteve a prisão preventiva do réu e decidiu que ele não tem o direito de recorrer em liberdade.
A vítima do crime, Magna Laurinda Ferreira Pimentel, era meia-irmã do autor. Ela foi assassinada aos 42 anos em 3 de agosto de 2024.
Segundo a denúncia do Ministério Público (MPMG), o crime foi arquitetado após a mulher descobrir que a madrasta, Marluce Pereira dos Santos, havia feito um empréstimo de alto valor em nome do seu pai.
De acordo com o MPMG, Gilmar, Marluce e outras duas meias-irmãs da vítima planejavam tomar todo o patrimônio do pai de Magna. Quando a mulher descobriu o rombo financeiro e questionou os familiares, ela foi assassinada.
Além de Gilmar Pereira Calmos, Marluce Pereira dos Santos, Paloma Pereira de Jesus e Paola Pereira de Jesus também serão julgadas por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. No entanto, ainda não há previsão para os julgamentos delas, pois o processo está em fase de recurso.
Réu alega que agiu sozinho
No julgamento realizado nesta terça-feira, Gilmar Pereira Calmos negou envolvimento da mãe e das irmãs no crime. Além disso, argumentou que o crime não foi premeditado e que agiu na hora da emoção.
O réu relatou que matou Magna após intervir em uma discussão dela com Marluce. O homem disse que utilizou uma faca para dar golpes no peito e no pescoço da vítima e que agiu por medo.
Gilmar alegou que quis se entregar, mas ficou com medo de ficar longe da família e, por isso, decidiu colocar o corpo na cisterna e passar cimento por cima.
Por fim, o réu defendeu que desconhecia empréstimos e dívidas envolvendo a mãe e as irmãs. Disse ainda que, se soubesse da situação, teria se oferecido a pagar. Por fim, pediu perdão e afirmou que não queria fazer o que fez.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



