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Greve de funcionários da Fhemig: número de cirurgias adiadas sobe para 50

Secretário de Saúde de Minas Gerais espera o fim da greve, iniciada na última terça-feira (17)

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Fábio Baccheretti, secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais • Reprodução / YouTube e Google Street View

Cinquenta cirurgias foram adiadas em meio à greve de funcinários da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). O dado foi divulgado pelo secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fábio Baccheretti, nesta quinta-feira (19).

Em entrevista ao Itatiaia Agora, Baccheretti confirmou que os procedimentos foram suspensos na última quarta-feira (18). Para ele, a paralisação está "afetando diretamente a assistência não só eletiva, mas de urgência e emergência também". "Não cabe a gente fazer uma greve e quem sofrer, de fato, é o paciente que está esperando", ressaltou.

Bacheretti ainda disse acreditar que o fim da paralisação deve ser determinado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) ainda nesta quinta (19). Ele diz que a demanda de aumento salarial, um dos fatores que motivou a greve, é justa, mas também afirma que a greve não pode "refletir na vida das pessoas".

Entenda a greve

Os trabalhadores da Fhemig entraram em greve na última terça (17), em reinvindicação por melhores condições de trabalho e salariais. A ação foi decidida pelos profissionais em assembleia realizada em 11 de março.

A greve é em toda a rede, que possui mais de 13 mil profissionais em 15 unidades assistenciais em Belo Horizonte, Região Metropolitana e no interior de Minas Gerais. Os locais mais afetados são:

  • Hospital Pronto Socorro João XXIII;
  • Maternidade Odete Valadares;
  • Hospital Infantil João Paulo II;
  • Hospital Alberto Cavalcanti;
  • Hospital Júlia Kubitschek;
  • Hospital Eduardo De Menezes;
  • Instituto Raul Soares – Psiquiátrico.

De acordo com o Sindpros e a Asthemg, os trabalhadores vão manter uma escala mínima, com objetivo de garantir a prestação de serviços e cuidados a todos os pacientes. Os profissionais alegam que o Governo de Minas Gerais não apresentou soluções para os problemas apontados pelos servidores, como:

  • Reajuste salarial abaixo da inflação;
  • Descontos indevidos nos salários;
  • Retirada e sonegação de direitos trabalhistas;
  • Graves riscos à assistência aos pacientes devido a medidas administrativas da gestão;
  • Descumprimento de acordo;
  • Falta de propostas e respostas efetivas por parte da Fhemig/Seplag.
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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, trabalhou na produção de matérias para a rádio, na Central Itatiaia de Apuração e foi produtora do programa Itatiaia Patrulha. Atualmente, cobre factual e é repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.