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Mais de 30 cirurgias são adiadas devido à greve de funcionários da Fhemig

Os pacientes afetados estão sendo acompanhados por equipes assistenciais, com reavaliação clínica e reogarnização de agendas; greve começou terça-feira (17)

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Suspeito e vítima foram levados para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte
Greve afetou atendimentos no Hospital João XXIII • Reprodução/ArService

Mais de 30 cirurgias eletivas foram adiadas em unidades de saúde devido à greve dos funcionários da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que começou na última terça-feira (17).

No total, foram 31 procedimentos adiados até o momento, sendo 23 no Hospital João XXIII e oito no Complexo de Especialidades, que inclui os hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti.

Nas demais unidades, a adesão foi pontual, o que não causou não interrupção nos atendimentos assistenciais, segundo a Fhemig.

Vale lembrar que cirurgias de urgência e emergência seguem sendo feitas normalmente.

Os pacientes afetados estão sendo acompanhados por equipes assistenciais, com reavaliação clínica e reogarnização de agendas. Os casos mais urgentes estão sendo priorizados.

"A Fhemig acompanha a situação de forma contínua e adota as providências necessárias para garantir o funcionamento regular dos serviços hospitalares, reafirmando seu compromisso com o cuidado, a responsabilidade e a qualidade da assistência prestada à população usuária do SUS", dizia um comunicado da Fhemig.

Greve

Desde terça-feira (17), trabalhadores da Fhemig estão de greve reivindicando melhores condições salariais e de trabalho.

A greve é em toda a rede, mas as unidades mais afetadas devem ser o Hospital Pronto Socorro João XXIII, Maternidade Odete Valadares, Hospital Infantil João Paulo II, Hospital Alberto Cavalcanti, Hospital Júlia Kubitschek, Hospital Eduardo De Menezes e o Instituto Raul Soares – Psiquiátrico.

A instituição conta com mais de 13 mil profissionais e possui 15 unidades assistenciais em BH, Região Metropolitana e no interior de Minas Gerais.

De acordo com o Sindpros e a Asthemg, os trabalhadores vão manter uma escala mínima, com objetivo de garantir a prestação de serviços e cuidados a todos os pacientes. Os profissionais alegam que o Governo de Minas Gerais não apresentou soluções para os problemas apontados pelos servidores.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.