Governo Federal vai mapear áreas de risco após temporal em Juiz de Fora

Informação foi divulgada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros, em coletiva nesta terça-feira (24)

Chuvas causam transtornos em vários bairros de Juiz de Fora

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros, afirmou nesta terça-feira (24) que o governo federal vai mapear as áreas de escorregamento e dimensionar os prejuízos causados pelo temporal que atingiu Juiz de Fora, na Zona da Mata, na noite de segunda-feira (23) e na madrugada de terça.

De acordo com o balanço mais recente, 22 pessoas morreram e cerca de 3 mil ficaram desalojadas ou desabrigadas. As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa no início da noite, com a presença de representantes do governo federal e da prefeita Margarida Salomão (PT).

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“A nossa equipe conta com engenheiros e geólogos. Vamos mapear todas as áreas de escorregamento, além de dimensionar as perdas e os prejuízos que as pessoas tiveram. Vamos fazer um bom dimensionamento amanhã pela manhã e sermos rápidos nesses planos de recuperação para que todos os recursos sejam alocados”, disse o secretário.

A Defesa Civil Nacional reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e, de forma sumária, também em Ubá e Matias Barbosa. As portarias serão publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Com o reconhecimento federal, os municípios podem solicitar recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para ações emergenciais por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

“Nossa presença aqui é de apoio, de trabalhar em prol dessa população. Desastres, quando acontecem, impactam toda a população, mas principalmente os mais pobres. O estado brasileiro precisa estar nessa hora, que é quando a população mais precisa”, acrescentou Wolnei Wolff.

Segundo ele, o governo federal se comprometeu a destinar recursos para a recuperação da infraestrutura afetada. Em 24 horas, a Defesa Civil municipal atendeu 578 ocorrências, sendo a região Leste a mais demandada, com 186 registros, seguida pela região Norte, com 117. Entre os principais chamados estão alagamentos, inundações e deslizamentos de encostas.

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Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e pós-graduado em Jornalismo nos Ambientes Digitais pela mesma instituição. Possui experiência como repórter, produtor e coordenador de telejornal.

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