Funkeiro que vendeu 'Iphones de argila' é preso durante operação em BH
Mandado de prisão preventiva foi cumprido durante a 'Operação João de Barro', pela Polícia Civil de Minas Gerais, nesta quinta-feira (25);

Um homem, de 31 anos, foi preso nesta quinta-feira (25) pelo crime de extorsão, após vender 'iphones de argila' para um casal na região do Barreiro, em Belo Horizonte. O mandado de prisão preventiva foi cumprido durante a 'Operação João de Barro', pela Polícia Civil de Minas Gerais, no bairro Camargos, na região Noroeste da capital.
O suspeito preso é o funkeiro conhecido como MC Dugaaoo, que tem quase 300 mil seguidores nas redes sociais.
Segundo detalhes da ocorrência, o homem afirmou que estava armado e que a mulher deveria realizar o pagamento via PIX imediatamente. A vítima realizou a transferência do valor para a conta de um terceiro. Logo depois, o suspeito fugiu em um veículo.
Após o golpe, o casal abriu as caixas e se deparou com dois Iphones feitos de argila.
Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (25), os delegados da Polícia Civil Gislaine Rios e Gabriel Teixeira afirmaram que o suspeito negou o crime.
'O autor negou a autoria do crime, alegando que tinha desconhecimento do que se tratava. Mas, ele não quis devolver o valor repassado pela vítima e tirou o valor da conta bancaria logo que recebeu. Então, há vários elementos que caminham para o indiciamento do autor pelo crime de extorsão', disse o delegado.
A polícia afirmou que não há informações de outras vítimas. Após os procedimentos de polícia judiciária, o indivíduo foi encaminhado ao sistema prisional e está à disposição da Justiça.
Defesa do investigado
A defesa do investigado procurou a Itatiaia e se manifestou sobre o caso. Veja a nota:
'Diante dos noticiários vinculados pela imprensa, a assessoria jurídica da parte acusada vem se posicionar. Os fatos alegados serão, em tempo oportuno, devidamente esclarecidos no decorrer do processo judicial, buscando comprovar sua inocência quanto às acusações sofridas.
Em primeiro lugar, as investigações estão em andamento e não houve um aumento algum, recusa por parte do investigado para que estas ocorressem, muito pelo contrário, este sempre demonstrou colaboração efetiva em todas as diligências.
Ademais, é importante frisar que qualquer conclusão nesse momento, será meramente especulativa e temerária.
O acusado se resguarda ao direito de se manifestar no momento processual adequado, sobre o que for necessário para elucidação dos fatos e demonstração da verdade.
Além disso, se coloca desde já a disposição da justiça, colaborando o que for necessário para restabelecer o sentimento de paz e segurança, pois para ele o importante é comprovar sua inocência'.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.




