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Fhemig estuda destinação de prédios de hospitais que serão substituídos pelo HoPE

Fundação Hospitalar de Minas Gerais negocia a destinação dos quatro prédios que serão fechados pelo Complexo Hospitalar Padre Eustáquio

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Maternidade Odete Valadares será devolvida ao Governo Federal
Maternidade Odete Valadares será devolvida ao Governo Federal • Luiz Santana | ALMG

A Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) estuda as possibilidades de destinação dos prédios de unidades que serão integradas no novo Complexo Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE), iniciativa do Governo do Estado que está sendo construída por meio de uma parceria público-privada (PPP). A informação foi compartilhada pela presidente da Fhemig, Renata Dias, em entrevista exclusiva à Itatiaia nesta terça-feira (30).

Na prática, o novo complexo vai substituir os hospitais Alberto Cavalcanti, Eduardo de Menezes, João Paulo II e a maternidade Odete Valadares, que possuem estruturas mais antigas. De acordo com Renata Dias, os prédios possuem entre 60 e 90 anos, e não atendem mais às exigências e são de difícil adaptação. Ela ainda informou que essas estruturas devem ter novas destinações.

“Cada um vai ter uma finalidade conforme a possibilidade daquele prédio. A maternidade Odete Valadares, por exemplo, é do governo federal. Nós vamos devolver, e acredito que o governo federal fará o melhor proveito do prédio que não para a área da saúde. O Alberto Cavalcanti, perto do antigo aeroporto Carlos Prates, que vai ser um novo bairro, a gente está em negociação com a Prefeitura de Belo Horizonte para que vire um ponto também de saúde. Vamos deixar esses prédios de legado”, completou.

Segundo a gestora, o complexo HoPE é o maior projeto de parceria público-privada que o estado tem na área da saúde. “Para além de quatro hospitais que vamos levar para esse novo ambiente, a gente também vai levar o laboratório central voltado para vigilância epidemiológica. É um ‘macrocentro’ para trazer mais assistência ao munícipe de Belo Horizonte e região”, disse.

No início de junho, o governo de Minas Gerais assinou o contrato de concessão do HoPE com um consórcio formado pelas empresas Integra Brasil, Oncomed Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásicas e a B2U Participações. O valor estimado é de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhões de aportes em obras e equipamentos ao longo dos próximos 30 anos.

“E a PPP, a nossa parceira, vai passar a operar a bata cinza e aquela bata branca, a assistência ao paciente continua com 100% SUS, continua com a fundação hospitalar. Então é o parceiro privado vindo para ajudar o Estado da melhor forma possível”, emendou.

Recursos garantidos

A nova instalação, prevista para ser inaugurada em 2030, foi tema do seminário Infraestrutura Social: Saúde e Educação promovido pelo grupo LIDE Minas Gerais, no Sesc Palladium, em Belo Horizonte. O encontro reuniu especialistas, executivos e autoridades para discutir soluções inovadoras no setor público.

Em sua fala, a secretária adjunta de Saúde de Minas Gerais, Poliana Lopes, explicou que, independente do resultado eleitoral de outubro, as obras do HoPE possuem recursos garantidos e não podem ser paralisadas. “A gente assinou o contrato há umas duas semanas, depois de idas e vindas, inclusive na Justiça. É uma obra longa, vai ser o maior complexo público hospitalar em Minas Gerais previsto para 2030”, contou à Itatiaia.

A gestora ainda avaliou que as parcerias com o setor privado não exime o estado da sua competência de prestar o serviço de saúde para o cidadão. Segundo Poliana Lopes, todas as PPPs feitas pelo governo possuem mecanismos de controle e metas rigorosas.

“O estado faz todo um arranjo para garantir que aquele serviço seja prestado da melhor forma possível. Então, o cidadão vai encontrar uma estrutura mais moderna, com manutenção mais em dia. A parceria vem para agregar o nível do serviço de saúde prestado. (...) A saúde tem desafios que não conseguimos resolver sozinhos”, disse.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.