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Falta de repelentes: veja alternativas para se prevenir contra o mosquito da dengue

Virologista da UFMG explica que roupas, mosquiteiros e repelentes de tomada podem ser aliados na prevenção da doença

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Foto mostra mosquito da dengue sob pele humana
Em casos graves, é possível que o paciente desenvolva sequelas, principalmente relacionadas ao dano que a doença pode causar nos órgãos • Reprodução/Pixabay

Com o aumento dos casos de dengue em Minas Gerais, as farmácias do estado enfrentam um risco de desabastecimento de repelentes. Segundo o grupo RaiaDrogasil, a demanda pelo produto cresceu seis vezes entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano. A rede de farmácias afirma que os estoques só devem voltar ao normal na segunda quinzena de fevereiro.

A Drogaria Araújo também confirmou a falta de produto no mercado. De acordo com a empresa, as fabricantes já começaram a formalizar o risco de desabastecimento em função da demanda, que está muito maior do que a capacidade produtiva. Segundo o último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), nesta segunda-feira (5), já são 39.282 casos confirmados de dengue no estado e sete mortes.

A virologista do Laboratório de Virologia Básica e Aplicada ICB, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Thais Moraes, explica que apesar do repelente ser a forma de prevenção mais eficaz contra o vírus, quem não conseguiu comprar pode utilizar de outras estratégias.

"Se a gente sabe que vai entrar para o quarto em uma hora, uma hora e meia, é importante que a gente já ligue o repelente de tomada, para ele ir agindo no ambiente. Outra questão a ser observada é a distância do aparelho. Os repelentes de tomada não podem ser ligados próximos à cabeceira da cama, nem próximo ao berço de bebês. A gente deve manter uma distância segura para prevenir alergias e possíveis intoxicações. A gente também sempre deve deixar o ar circular", explica.

Moraes ainda esclarece que todos os repelentes vendidos em farmácias são eficazes para o combate à dengue.

"Os mais eficazes são aqueles a base de Icaridina, considerada a substância mais eficaz para repelir os insetos. Mas quando a gente não o encontra, podemos olhar o rótulo repelentes que são a base de DEET, mais comuns e econômicos. Nós vamos olhar também a forma de aplicação, porque tem repelente em creme ou spray. Cada um tem a forma correta de uso, então usar adequadamente o repelente que você tiver a condição de comprar é o indicado", finaliza.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.