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Falso policial é preso suspeito de matar idoso inocentado por estupro em Betim

Suspeito de mandar executar o idoso é o pai de uma adolescente de 14 anos, que havia jurado a vítima de morte após uma acusação de estupro

Por e 
Falso policial é preso suspeito de matar idoso inocentado por estupro em Betim
PMMG/ Divulgação

Um homem de 64 anos foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (19), no bairro Jardim Alterosas (2ª Seção), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime foi cometido por um homem que se passou por investigador da Polícia Civil. O principal suspeito de mandar executar o idoso é o pai de uma adolescente de 14 anos, que havia jurado a vítima de morte após uma acusação de estupro. Há duas semanas, a Justiça havia inocentado o idoso e arquivado o caso.

O pai da jovem, de 42 anos, e o executor do crime foram presos em uma ação do Batalhão GER. Quatro armas de fogo foram apreendidas.

De acordo com a Polícia Militar, o assassino chegou à residência da vítima em um veículo Fiat Grand Siena de cor prata. O criminoso vestia uma camisa de investigador da Polícia Civil e chamou o morador no portão. Assim que o idoso confirmou sua identidade, o falso policial efetuou três disparos à queima-roupa e fugiu.

"Nós recebemos a informação via rede de rádio e deslocamos para lá. Em contato com os militares locais e testemunhas, soubemos que o veículo parou na porta, o condutor se identificou como policial civil e, ao confirmar a identidade do senhor, efetuou três disparos e evadiu", contou o Sargento Souza Júnior, do Batalhão GER, à Itatiaia.

Prisões e arsenal apreendido

Durante as diligências, a PM recebeu a informação de que a vítima vinha sendo ameaçada de morte pelo pai de uma adolescente, que o acusava de abuso sexual cometido no ano passado.

Os militares localizaram o Fiat Grand Siena abandonado próximo a uma empresa no bairro Jardim Piemonte, na divisa entre Betim e Contagem, onde o pai da jovem trabalha. Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento registraram toda a ação posterior ao crime.

As imagens das câmeras de segurança mostraram o momento exato em que o executor estacionou o Siena e foi ao encontro do pai da menor, entregando a ele um objeto que estava escondido sob a blusa. Em seguida, ambos se dirigiram até a cozinha da empresa, local onde os militares encontraram a sacola contendo a réplica da camisa da Polícia Civil e um revólver calibre .38 sujo de sangue. Na sequência das buscas, a PM vistoriou o armário pessoal do funcionário e localizou mais duas mochilas, que escondiam duas pistolas Glock e um revólver calibre .357, totalizando quatro armas de fogo apreendidas na ação.

O pai da adolescente foi preso em flagrante no local de trabalho, mas preferiu se manter em silêncio e não se pronunciou sobre o crime. Pouco tempo depois, equipes do GER localizaram e prenderam o executor, que havia entregado as armas e a vestimenta falsa na empresa.

Vítima inocentada

Segundo informações colhidas pela PM, a acusação de estupro que pesava contra o idoso foi julgada recentemente. O processo foi arquivado pela Justiça há cerca de duas semanas por falta de provas, inocentando o senhor de 64 anos. Os dois envolvidos e o arsenal apreendido foram encaminhados para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil de Betim, que seguirá com as investigações.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde