'Está difícil', 'atrapalha demais', 'confusão': população reclama de obra na Cristiano Machado
Intervenção faz parte de um pacote mais amplo de obras na região, que abrange a construção de novos viadutos. PBH explicou que a prorrogação do convênio foi necessária após a identificação de uma instabilidade

Quem trafega diariamente pela Avenida Cristiano Machado, um dos principais corredores de trânsito de Belo Horizonte, precisará de dose extra de paciência. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) prorrogou por mais 120 dias o convênio com a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) para a implantação da nova rede de gás nas imediações do cruzamento com a Avenida Sebastião de Brito.
A intervenção faz parte de um pacote mais amplo de obras na região, que abrange a construção de novos viadutos e melhorias no sistema de macrodrenagem, com o objetivo de mitigar os recorrentes congestionamentos e alagamentos no local.
Reclamações de moradores e pedestres
Enquanto as intervenções avançam, o ritmo dos trabalhos e os impactos gerados na mobilidade urbana seguem no centro das queixas de motoristas, motociclistas e pedestres.
"Eu moro aqui do lado e já tem tanto tempo que está desse jeito. Eu acho que ainda vai continuar. Está difícil", relata a auxiliar de depósito Nilzete Alves, moradora e trabalhadora da região, ao pontuar que o cenário no trecho pouco mudou desde o início das intervenções.
Nem mesmo a mobilidade sobre duas rodas tem escapado dos gargalos diários no trecho. "Está muito difícil o trânsito por aqui", desabafa o agente de endemias João Neto, que circula pela área de motocicleta.
Para quem faz os trajetos a pé, a situação é igualmente complexa. O servidor público Nelson Martins ressalta os perigos e a confusão gerada pela retenção do tráfego. "Atrapalha demais. Até para atravessar fica ruim. Tem muito congestionamento, as pessoas acabam se esbarrando e às vezes até brigando por causa da confusão", aponta.
Problema em tubulação motivou novo prazo
Em nota oficial, a Prefeitura de Belo Horizonte explicou que a prorrogação do convênio foi necessária após a identificação de uma instabilidade em um componente da nova tubulação de gás. A falha foi detectada durante a fase de inertização — procedimento técnico indispensável que antecede a colocação da rede em operação definitiva.
A administração municipal ressaltou que a execução desses serviços é de responsabilidade exclusiva da Gasmig e que a extensão do prazo não gerará custos adicionais aos cofres públicos do município. Além disso, a prefeitura esclareceu que o aditivo de tempo já estava contemplado no cronograma atualizado dos trabalhos.
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