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Entendimento

Passei a bloquear todos os que passam dos limites. Critica sim, ofensa não

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Esse tipo de prática é viral nas redes sociais • Pixabay

Acredito, cada vez mais, que estamos neste mundo para evoluir. Além dos aspectos pessoais, envolvendo tolerância, simplicidade e consciência da

finitude, tenho procurado o progresso nas relações trabalhistas.

E, se meu ganha-pão é falar no rádio e na TV, busco compreender mais e melhor o receptor, ou seja, tento decifrar como as pessoas recebem o que digo e como melhorar para comunicar de forma clara, compreensível para as pessoas, independentemente de sua realidade social e grau de letramento.

Reconheço a repercussão das mídias sociais, mas, só me arrisquei com o Instagram e assim mesmo por causa da pandemia. Quando comunicaram que iria trabalhar de casa, a principal preocupação foi me distanciar da principal matéria prima de um repórter - a “voz das ruas”.

Sempre cultivei hábito de andar pela cidade, trocar falas aleatórias, sondar sentimentos sobre o que está acontecendo, ouvir críticas ao meu trabalho, enfim, buscar notícias de como estão recebendo as minhas e o que devo e posso melhorar.

Sofro com a agressividade dos internautas. Quis desistir do “insta” muitas vezes, mas, fui contido por minhas filhas com argumento inquestionável: “Pai, por que sofrer com o que pensam 20 ou 30 se mais de 100 mil lhe fazem companhia?” Também ajudou declaração do padre Fábio de Melo - “ da mesma forma que você não abre a porta de casa para alguém inconveniente, você não tem a obrigação de abrigar entre os “seguidores” o rancoroso, agressivo, infeliz.

Passei a bloquear todos os que passam dos limites. Critica sim, ofensa não.

Sigo buscando caminhos para melhorar a fala, sabedor da diferença entre o que penso, quero falar, elaboro e, finalmente falo e, na outra ponta, alguém quer ouvir, se dispõe a ouvir, efetivamente ouve e assimila, entende a mensagem. Nas relações pessoais a gente não deve ficar explicando – para os amigos não precisa, os inimigos não querem ouvir e muitos não conseguirão entender a explicação.

Acredito que comunicar, num mundo agressivo, limitado, menos disposto a ouvir e repleto de gente que sabe sobre tudo, é exercício que exige paciência, humildade e observância de uma frase atribuída a Albert Einstein: “Tudo aquilo que o homem ignora não existe para ele; por isso, o universo de cada um se resume no tamanho de seu saber”.

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Antes de trabalhar no rádio, Eduardo Costa foi ascensorista e office-boy de hotel, contínuo, escriturário, caixa-executivo e procurador de banco. Formado em Jornalismo pelo UNI-BH, é pós-graduado em Valores Humanos pela Fundação Getúlio Vargas, possui o MBA Executivo na Ohio University, e é mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Agora ele também está na grande rede!