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Entenda o que é alerta sonoro da Defesa Civil que assustou moradores e 'despertou' BH

BH teve alertas para chuva forte e risco de inundação; Defesa Civil explicou à Itatiaia o motivo do aviso

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Itatiaia explica alerta sonoro que acordou Belo Horizonte na segunda-feira (5)
Itatiaia explica alerta sonoro que acordou Belo Horizonte na segunda-feira (5) • Valter Campanato/Agência Brasil/Imagens cedidas à Itatiaia

O despertador oficial de Belo Horizonte na última segunda-feira (5) foi diferente: um som parecido com a de uma sirene, vindo direto da tela dos celulares. Às 5h32, um alerta sonoro foi emitido pela Defesa Civil, para chuva de intensidade moderada a forte.

Nas redes sociais, o susto virou assunto de forma quase instantânea. Moradores da capital mineira relataram sobre o som proferido por dispositivos móveis nos condomínios. "Ainda tremendo com a 'sirene apocalíptica' do alerta extremo da Defesa CIvil de BH, acordo todo o prédio com o celular de todo mundo tocando. Que coisa bizarra", escreveu um usuário.

Mas você sabe o porquê deste som? Em entrevista à Itatiaia, o chefe do Gabinete Militar do Governador (GMG) e coordenador estadual de Defesa Civil de Minas Gerais, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende, explicou que há dois tipos de alertas: o severo e o extremo — este último foi o que surpreendeu a população.

"Existe uma diferença entre o alerta severo e o extremo, é uma classificação de risco. Emitimos conforme a orientação do técnico municipal, porque ele fez uma avaliação de que chegou em uma situação em que precisa mobilizar essa população de uma maneira diferente. O alerta tem esse poder", disse Rezende.

Mesmo com o susto, o coordenador da Defesa Civil de Minas Gerais destaca que é uma forma de salvar vidas: "O aviso emitido foi o da 'Defesa Civil Alerta', que é aquele que faz um barulho incômodo no telefone. Ele toca a partir de onde a pessoa está, é verificado um polígono de risco e emitido um sinal para todos os celulares que se encontram naquela área de risco".

O motivo do alerta é válido: quase metade da chuva prevista para o mês foi registrada em apenas três horas. Entre 2h50 e 5h20, o volume na Região Noroeste de BH, por exemplo, foi de 46,2 milímetros, o equivalente a 42% do aguardado para outubro.

Apesar da condição meteorológica extrema logo no início do dia, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) informou que não houve registros de grandes tragédias durante a madrugada.

'Alerta extremo' de inundação à tarde

Se a madrugada deu o susto inicial, a tarde manteve a capital mineira em alerta. Por volta das 16h35, um novo disparo de emergência — rotulado como "alerta extremo" — voltou a soar nos celulares mobilizando a Região Oeste.

O comunicado avisava sobre o risco iminente de inundação na Avenida Francisco Sá, uma das vias de ligação mais movimentadas entre os bairros Prado e Gutierrez.

Poucos minutos após o disparo do aviso, vídeos enviados à reportagem da Itatiaia já mostravam trechos da via tomados pelo acúmulo de água.

A Defesa Civil classificou o temporal do período da tarde como de intensidade extremamente forte, acompanhado por raios e ventos com rajadas de até 50 quilômetros por hora.

Risco geológico

Para além do alerta do celular e da repercussão nas redes sociais, a situação exige atenção continuada dos belo-horizontinos. Devido ao grande volume de água absorvido pelo solo em curto espaço de tempo, as regionais Barreiro, Oeste, Centro-Sul e Noroeste permanecem em risco geológico forte (possibilidade de deslizamentos de terra e desmoronamentos de encostas) pelo menos até quarta-feira (7). Já a Pampulha e a regional Nordeste apresentam risco moderado.

"No caso de Belo Horizonte e de municípios que têm risco geológico, a gente costuma dizer que o risco geológico é o que mais mata. Às vezes a pessoa fala que fica incomodada, me tirou de um conforto, mas qual é o preço da vida?", questionou o coordenador da Defesa Civil de Minas Gerais.

O que fazer nos momentos de tempestade?

  • Evite trafegar por vias com histórico de alagamento (como trechos baixos de avenidas de fundo de vale).
  • Não atravesse enxurradas, nem a pé e nem de carro — a força da água pode arrastar veículos rapidamente.
  • Observe trincas ou barulhos no solo/paredes se morar em encostas ou áreas declivosas.
  • Em caso de urgência: acione a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Como receber alertas da Defesa Civil?

Você pode receber alertas da Defesa Civil no celular de graça por SMS da Defesa Civil, WhatsApp, Telegram ou pela tecnologia automática Cell Broadcast.

  • Por SMS: envie uma mensagem de texto com o seu CEP (apenas números) para o número 40199. O serviço é gratuito e você pode cadastrar mais de um CEP.
  • Por WhatsApp: salve o número (61) 2034-4611 ou acesse o link oficial do WhatsApp da Defesa Civil, mande um "olá" e siga as instruções do robô para escolher sua região.
  • Por Telegram: procure pelo contato "Defesa Civil Alertas", inicie a conversa e siga os passos na tela.
  • Cell Broadcast (Automático): para alertas graves e extremos, o governo envia avisos direto pelas antenas de celular (redes 4G e 5G) usando a tecnologia Cell Broadcast. Nesses casos, não precisa de cadastro: a mensagem aparece cobrindo a tela do aparelho com sinal sonoro, mesmo com o celular bloqueado ou no silencioso.
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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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