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Dois bairros de BH recebem coleta seletiva de recicláveis a partir desta quinta (20)

Ao todo, 93 bairros de Belo Horizonte são atendidos por pelo menos uma das modalidades do serviço

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Dois bairros de Belo Horizonte vão ganhar coleta seletiva a partir desta quinta-feira (20) • PBH / Reprodução

Os bairros Bandeirantes e Ouro Preto, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, vão ganhar coleta seletiva de recicláveis porta a porta a partir desta quinta-feira (20). Também na Pampulha, o Bairro São Luiz deve ter o serviço ampliado com atendimento de mais ruas. De acordo com a administração municipal, atualmente, 93 bairros de Belo Horizonte são atendidos pela coleta seletiva.

Na porta a porta, presente em 57 bairros de Belo Horizonte, os materiais recicláveis são separados pelos moradores e colocados na calçada para serem coletados. Já na ponto a ponto, que está presente em 55 bairros da capital, a população separa os recicláveis na própria residência e os deposita em contêineres instalados pela Prefeitura de Belo Horizonte. Ao menos 15 bairros possuem ambas as modalidades de coleta.

Associações e cooperativas de catadores

A coleta seletiva porta a porta em Belo Horizonte é realizada, desde setembro de 2019 por associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis, credenciadas pela SLU em chamamento público. Segundo a prefeitura, as entidades são contratadas pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) e remuneradas pela autarquia, que também é responsável por ceder os caminhões compactadores para realização da atividade.

“Todo o material recolhido na coleta seletiva é destinado pela Prefeitura para essas entidades. A SLU também atua na manutenção dos galpões utilizados para o trabalho e faz o pagamento do aluguel daqueles que não são próprios da PBH”, destaca a administração municipal em nota.

Ao todos, seis organizações de catadores são contratados para a prestação de serviços, a Asmare (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável), Associrecicle (Associação dos Recicladores de Belo Horizonte), a Coomarp (Cooperativa dos Trabalhadores com materiais Recicláveis da Pampulha Ltda), a Coopemar (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste de BH), a Coopesol (Cooperativa Solidária de Trabalhadores e Grupos Produtivos da Região Leste) e a Coopersoli (Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região).

Como participar da coleta seletiva

O morador que quiser participar da coleta seletiva porta-a-porta deve separar os resíduos como papel, metal, plástico, isopor e vidro, higienizá-los e colocá-los juntos em um saco plástico. Segundo a administração municipal, é interessante que o saco plástico seja transparente.

A prefeitura também ressalta que o lixo deve ser colocado na calçada às 8h, no dia definido para o recolhimento em sua rua. Outra orientação é que o vidro seja acondicionado de forma separada para não se misturar ao papel, metal, plástico e isopor. Além disso, também é importante que o vidro esteja protegido para impedir que os garis se acidentem

O que pode e o que não pode ser separado para a coleta seletiva

Papel:

  • Pode: jornais, revistas, papelão, embalagens longa vida, impressos em geral, cadernos e livros.
  • Não pode: Papel higiênico, guardanapos, fitas e etiquetas adesivas, fotografias e papéis plastificados.

Metal:

  • Pode: latas de alumínio ou de ferro, clipes, papel alumínio e grampos para papel ou para cabelo.
  • Não pode: embalagens de marmitex, esponjas de aço, pilhas, baterias e eletroeletrônicos.

Plástico:

  • Pode: sacolas, garrafas PET, embalagens em geral, copos descartáveis e canos de PVC.
  • Não pode: embalagens de balas e de doces, embalagens de produtos tóxicos.

Vidro:

  • Pode: garrafas, embalagens em geral, potes, copos, vidros planos e lisos.
  • Não pode: espelhos, cerâmica, tubos de TV ou monitores, vidros temperados, lâmpadas de LED e fluorescentes.

Isopor:

  • Pode: bandejas de alimentos (limpas), embalagens, peças de isopor em geral.
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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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