As cenas de
A Polícia Civil do RJ abriu investigação para apurar a orgia, mas o inquérito foi arquivado porque os investigadores não conseguiram identificar os participantes.
Manter relações sexuais em lugares públicos e com plateia é fantasia sexual chamada de dogging, termo que surgiu na década de 1970, na Inglaterra, inicialmente com o nome de cruising e restrita a homens gays. O termo dogging engloba todos os adeptos, independentemente de sexualidade e de gênero. Outra característica do cruising é a prática com pessoas desconhecidas
“Dogging é neologismo para exibicionismo de transar em público. Já cruising, de maneira geral, é pegação de homens gays”, resumiu o médico e sexólogo Sérgio Almeida.
Crime
O advogado criminalista Luan Veloso apontou que fazer sexo em via pública é crime que pode resultar em pena de até 1 ano de detenção ou multa. “Promover orgia na rua é crime, pois a conduta se enquadra no delito de ato obsceno, previsto no art. 233 do Código Penal, que pune quem pratica ato obsceno em lugar público, aberto ou exposto ao público. A pena é de detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa”, disse o criminalista.
Veloso ressaltou ainda que a situação pode ser mais grave caso o ato seja praticado perto de menores. “Se o fato ocorre na presença de criança ou adolescente, a situação pode se tornar mais grave. Além do ato obsceno, pode haver enquadramento no art. 218-A do Código Penal, que trata da prática de ato libidinoso na presença de menor de 14 anos para satisfação de lascívia, cuja pena é de reclusão de 2 a 4 anos. Assim, dependendo das circunstâncias, o caso pode deixar de ser infração de menor potencial ofensivo e passar a configurar crime mais severo”, concluiu.
Passarela do sexo
As cenas ocorridas no bairro Floresta, um dos mais tradicionais de BH, deixaram moradores horrorizados. Na madrugada de sábado (14) para domingo (15), por exemplo, mais de 30 pessoas participaram do ato.
Inconformadas com a situação, pessoas que passam pelo local e vivem na região filmaram as cenas. Na noite desse domingo (15), as práticas sexuais explícitas começaram por volta das 21h e se estenderam até a madrugada.
A reportagem da Itatiaia recebeu as imagens, que são impublicáveis. Elas mostram vários homens, alguns sem roupas, praticando sexo oral e mantendo relações sexuais.
“Essa passarela é local constante de movimentação do tráfico de drogas. Mas, nestes dias de Carnaval, virou espaço de sexo explícito assim que a noite chega, fora do normal, com mais de 30 pessoas participando. Por volta das 21h já começam os atos de sexo explícito”, conta um morador da Rua Januária, que pediu para não ser identificado.
A Itatiaia fez um alerta às autoridades na madrugada de domingo (15) para segunda-feira (16), durante o programa ‘Itatiaia é Dona da Noite’, comandado por Gutemberg Gomes e Tinelão. Os comunicadores atenderam a um pedido dos moradores e pediram ajuda à Polícia Militar e à Guarda Municipal para coibir os atos na passarela.
Na segunda-feira (16), o comando da PM foi novamente alertado pela reportagem e prometeu reforçar a segurança na passarela do bairro Floresta.
Procurada, a Guarda Municipal informou não ter registro de ocorrência na passarela, mas destacou que a segurança será reforçada na região.
Formalmente e por escrito, a Polícia Militar não enviou resposta sobre os fatos. Mas, diante das denúncias relatadas ao comando da corporação e feitas pessoalmente pela equipe de Jornalismo, policiais militares foram vistos no local na noite dessa segunda (16) de Carnaval.
Diante da presença da Polícia Militar, a passarela ficou vazia, sem os frequentadores dos dias anteriores.