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Delegada investigada por emprestar viatura ao marido em BH volta a trabalhar

Foi concedido ajustamento funcional à agente

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DELEGADA EMPRESTA VIATURA MARIDO BH
Renan Rachid Silva Vieira e Wanessa Santana Martins Vieira • Reprodução | Redes Sociais

A princípio, a reportagem informou que a delegada Wanessa Santana Martins Vieira havia tido a licença médica renovada. No entanto, foi verificado que foi concedido o ajustamento funcional à agente, que, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), é "uma adequação temporária ou permanente das atribuições, responsabilidades ou lotação de um servidor público, compatível com a sua capacidade laboral."

O ajustamento funcional é válido por 120 dias, conforme consta no Diário Oficial do Estado publicado nesta terça-feira (25). Antes, a delegada, que é investigada por ter emprestado a viatura para o marido, estava de licença médica. O ajustamento funcional marca o retorno da policial ao trabalho. Ela estava de licença desde abril deste ano. 

Durante esse tempo de licença para tratamento de saúde, a servidora manteve o recebimento de sua remuneração integral, conforme prevê a legislação para casos de afastamentos médicos de servidores públicos estaduais. De acordo com o Portal de Transparência, em junho deste ano, último mês disponível para a consulta, a delegada recebeu um salário de R$ 17.782,85.

Como foi o caso?

A delegada e seu marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, foram detidos em flagrante no dia 10 de março de 2026. Renan foi abordado pela Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais enquanto dirigia uma viatura descaracterizada da instituição na Avenida Antônio Carlos, Região da Pampulha, utilizando a faixa exclusiva de ônibus.

Segundo as investigações, ele utilizava o veículo oficial para deslocamentos pessoais e profissionais, chegando a se passar por policial civil em ocasiões anteriores para intimidar algumas pessoas.

Por ser a responsável direta pelo veículo, a delegada foi presa em sua residência e encaminhada à casa de custódia da Polícia Civil. Ambos foram autuados pelo crime de peculato, que consiste na apropriação ou desvio de bens públicos por funcionário público para proveito próprio ou alheio.

No dia seguinte às prisões, porém, a Justiça de Minas Gerais concedeu liberdade provisória ao casal mediante o pagamento de uma fiança de R$ 5,6 mil para cada um. Entre as medidas cautelares impostas, eles estão proibidos de se ausentar das comarcas de Belo Horizonte e Lagoa Santa por mais de 30 dias sem autorização judicial. 

Além do processo criminal e do afastamento médico, a delegada também teve sua transferência de unidade determinada administrativamente, enquanto a Corregedoria apura o desvio de conduta funcional.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

 

 

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