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Damião lamenta queda de avião em BH e defende Aeroporto da Pampulha: 'Dia triste para todos'

Prefeito de Belo Horizonte disse que capital não está acostumada com esse tipo de acidente e que, enquanto for chefe do Executivo, Aeroporto da Pampulha não fechará

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Imagens cedidas à Itatiaia

O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), foi ao local em que um avião monomotor de pequeno porte bateu em um prédio e caiu no bairro Silveira, Região Noroeste da capital, nesta segunda-feira (4). O chefe do Executivo municipal lamentou o acidente e as mortes piloto da aeronave e de um passageiro, mas defendeu a operação do Aeroporto da Pampulha.

"Não estamos acostumados com esse tipo de acidente em Belo Horizonte. Eu moro nessa região há 55 anos e confesso que não me lembro de um acidente como este, é um dia muito triste para todos nós", disse Damião.

Álvaro Damião destacou que foi ao local do acidente para ser "solidário à família do Nilo", prefeito de Jequitinhonha, município localizado na Região Nordeste de Minas Gerais, confirmando que uma das vítimas fatais é o filho de Nilo Souto (PDT). Ele ainda disse que o Executivo também planeja ações para "minimizar a dor das pessoas que moram no prédio".

Operação do Aeroporto da Pampulha

O prefeito de BH foi firme ao afirmar que "não existe a possibilidade de fechar o Aeroporto da Pampulha". Sobre a segurança na operação dos voos, ele apontou que outras capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, possuem aeroportos no centro da cidade.

"Não vejo que [a causa do acidente] seja operação do aeroporto, quem vai investigar é o Cenipa [Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico]. Mas, acredito que não tenha participação do aeroporto, independentemente da localização dele", disse Damião, acrescentando que a investigação apontará se a causa do acidente foi erro humano ou técnico.

O chefe do Executivo finalizou destacando que não é momento de discutir sobre o fechamento do Aeroporto da Pampulha, indicando que esse tipo de acidente não é comum na capital mineira.

Avião caiu e bateu em prédio

O Corpo de Bombeiros (CBMMG) informou que foi acionado para a ocorrência às 12h21. A aeronave de pequeno porte caiu e bateu em um prédio de três andares na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira.

Os dois óbitos foram confirmados no local pelo médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As outras três vítimas ficaram presas às ferragens e foram socorridas em estado grave. Nenhum morador do edifício ficou ferido.

Os corpos das vítimas fatais foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette e passarão por exames de necropsia. As circunstâncias do acidente são apuradas pela Polícia Civil (PCMG).

Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), órgão do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), foram acionados para levantar informações necessárias à investigação.

Em nota, a NAV Brasil, que administra a torre de controle do Aeroporto da Pampulha, informou que o piloto declarou emergência (MAYDAY) após a decolagem e que foram acionadas as equipes de emergência aeroportuária.

"Esta Empresa Pública destaca que o órgão de controle prestou o serviço de navegação aérea em conformidade com as normas e procedimentos vigentes, aplicáveis a situações de emergência", afirmou.

A Defesa Civil de Belo Horizonte foi mobilizada para a ocorrência e informou que realizará uma vistoria no local para avaliar danos e riscos ao prédio.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.