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Copasa atribui sequência de vazamentos na Grande BH ao frio; entenda

Companhia descarta relação com privatização e nega aumento atípico de ocorrências na Grande BH

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Em menos de 20 dias, três adutoras da Copasa se romperam • Reprodução

A Copasa atribui a queda nas temperaturas e as características da rede de abastecimento à sequência de vazamentos registrada nos últimos dias na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a companhia, o frio favorece a retração térmica dos materiais das tubulações, deixando-as mais rígidas e suscetíveis a trincas.

A empresa também afirma que a redução do consumo de água em dias frios pode elevar a pressão interna da rede e forçar pontos de menor resistência.

A explicação foi apresentada pela Copasa após uma série de ocorrências que provocaram interrupções no abastecimento em diferentes pontos da Grande BH. A companhia nega, porém, que os casos tenham relação entre si ou com o processo de privatização e transição acionária da empresa.

Segundo a Copasa, o volume atual de vazamentos e de adutoras afetadas está dentro dos patamares considerados normais para o período, quando comparado aos anos anteriores. A empresa afirma ainda que os indicadores de ocorrências por quilômetro de rede permanecem alinhados aos históricos operacionais.

Por que o frio pode favorecer vazamentos?

De acordo com a companhia, a queda de temperatura provoca um processo de retração térmica nos materiais utilizados nas tubulações. Com isso, os componentes ficam mais rígidos e podem apresentar maior suscetibilidade a trincas.

Outro fator apontado pela Copasa é a redução do consumo de água durante os dias mais frios. Com menos água sendo utilizada pela população, a pressão interna da rede pode aumentar, submetendo os pontos de menor resistência a uma carga maior.

A companhia afirma que alguns dos vazamentos recentes chamaram atenção pelo impacto visual. Pequenos furos em tubulações submetidas às pressões normais do sistema, por exemplo, podem fazer com que a água seja projetada a grandes alturas. Para a empresa, isso não significa necessariamente um rompimento total da adutora ou um colapso generalizado da rede.

Rede tem trechos com mais de 60 anos

A Copasa afirma operar mais de 65 milhões de metros de redes subterrâneas em Minas Gerais. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, são cerca de 20 milhões de metros de tubulações, incluindo trechos com mais de 60 anos de uso.

A companhia também destaca as características do relevo da Grande BH como um dos desafios para a operação. Segundo a empresa, há diferenças de até 400 metros de altitude entre pontos do sistema, o que exige bombeamento para regiões mais altas e controle de pressão nas áreas mais baixas.

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  4. Morador precisou ser resgatado e quarto ficou destruído após vazamento de água em BH
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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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