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Conselheiro que recebeu R$ 25 mil em horas extras não trabalhadas é denunciado em Minas

Suspeito foi presidente do Conselho Tutelar de Inhapim durante 2 anos e passou a registrar carga horária maior do que a trabalhada; MP pede suspensão do exercício de função pública

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Suspeito foi denunciado pelo Ministério Público
Suspeito foi denunciado pelo Ministério Público • Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou um conselheiro tutelar de Inhapim, no Rio Doce, suspeito de fraudar registros de carga horária para receber a mais no seu salário mensal. Ele teria causado um dano de quase R$ 25 mil aos cofres públicos.

De acordo com a denúncia, o suspeito assumiu a presidência do Conselho Tutelar de Inhapim em 2021 e, usando o cargo, passou a registrar carga horária maior do que a realmente trabalhada por ele, apresentando divergências entre os sistemas de ponto.

As fraudes teriam sido cometidas de fevereiro de 2021 a maio de 2023. Neste período, o suspeito teria causado um prejuízo de R$ 24.290,98 aos cofres públicos, além de afetar o atendimento à população da cidade. Na denúncia, o conselheiro também é acusado de tratar as pessoas que procuravam o Conselho Tutelar e seus colegas de trabalho com “autoritarismo e desrespeito”

O Ministério Público pediu a suspensão do exercício de função pública do denunciado. A Itatiaia entrou em contato com a Prefeitura de Inhapim e aguarda retorno.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.