Congonhas registra segundo extravasamento em menos de 24 horas em mina da Vale; veja vídeo

Extravasamento de sump na mina Viga atingiu o rio Maranhão neste domingo (25); Defesa Civil monitora a área e Prefeitura de Congonhas avalia impactos ambientais.

Congonhas registra segundo extravasamento em menos de 24 horas em mina da Vale; veja vídeo

Em menos de 24 horas, um segundo extravasamento de água com sedimentos foi registrado, desta vez na mina Viga, também da Vale, localizada entre a Plataforma e o Esmeril, em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, também neste domingo (25). Conforme apuração da Itatiaia, a ocorrência foi acompanhada pela Defesa Civil do município, que confirmou o escoamento de água para o rio Maranhão.

Nesta segunda-feira (26), a Defesa Civil segue no local realizando o monitoramento da situação, enquanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente atua na avaliação dos impactos e na adoção das providências necessárias. Segundo as informações, não houve feridos. De acordo com as autoridades, os problemas registrados são decorrentes da concentração de chuvas intensas nos últimos três dias.

Segundo informações apuradas, não houve bloqueio de vias nem registro de comunidades atingidas. O impacto identificado até o momento é de natureza ambiental. Em nota, a Prefeitura de Congonhas lamentou o ocorrido, destacando que esta é a segunda ocorrência envolvendo extravasamento em menos de 24 horas no município.

A administração municipal informou ainda que novas atualizações serão divulgadas assim que houver informações adicionais sobre o caso.

Congonhas registra segundo extravasamento em menos de 24 horas em mina da Vale; veja vídeo

Vídeos e imagens registraram a forte correnteza de lama, que atingiu equipamentos que estavam no local no momento em que houve o extravasamento. Em outras imagens, é possível ver o estrago no local cercado por lama.

Vale destacar que o rompimento na Mina de Fábrica, entre Congonhas e Ouro Preto, aconteceu, quando se completam sete anos do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A tragédia deixou 270 mortos, ou 272, se contadas as vítimas que estavam grávidas, e segue impactando profundamente a vida de famílias e cidades atingidas, que ainda cobram justiça, responsabilização criminal e avanços concretos na reparação.

A reportagem entrou em contato com a Vale e aguarda retorno.

Rompimento em mina da Vale entre Congonhas e Ouro Preto

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) investigue o extravasamento de água com sedimentos ocorrido na Mina de Fábrica, entre Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais. A estrutura pertence à Vale e o rompimento do “sump” foi registrado na madrugada do último domingo (25).

O rompimento da estrutura da Vale provocou o alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração, incluindo o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque entre outras áreas e atividades.

Segundo o tenente Henrique Barcellos, porta-voz do Corpo de Bombeiros, “houve o rompimento de um sump gerando o extravasamento da água represada”.

Em nota, a Vale tratou o rompimento do fique como “extravasamento de água com sedimentos” de uma cava da mina de Fábrica e que o fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa.

“Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas”, posicionou-se a mineradora.

Ainda segundo a Vale, o “ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”.

Já a Prefeitura de Ouro Preto disse que “agentes da Secretaria de Segurança e Trânsito, juntamente com o Departamento de Defesa Civil, estão se deslocando até o local para uma averiguação in loco”.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.

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