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Confins confirma primeiro caso de Mpox e reforça alerta sobre a doença

Doença é causada pela infecção do vírus Monkeypox e é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões cutâneas, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas; sintomas incluem febre e ínguas

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Mpox causa irrupções na pele
Mpox causa irrupções na pele • Reprodução

A prefeitura de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, confirmou nesse sábado (31) o primeiro caso de Mpox no município. Em Minas Gerais, 33 casos da doença foram confirmados em 2026. A maior parte dos registros está concentrada na população de 15 a 34 anos, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

Em publicação nas redes sociais, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou informações sobre a doença, os principais sintomas e as medidas de prevenção. "Ao perceber manchas, bolhas ou feridas suspeitas na pele, especialmente quando acompanhadas de febre ou outros sintomas, procure uma unidade de saúde para avaliação. Pessoas que tiveram contato próximo com alguém diagnosticado também devem buscar orientação dos profissionais de saúde", destacou.

A doença

Causada pelo vírus Monkeypox, a Mpox pertence à mesma família do vírus da varíola humana, erradicada mundialmente em 1980. Segundo a infectologista Melissa Valentini, do Lab-to-Lab Pardini, a doença tem origem em países da África e pode apresentar diferentes níveis de gravidade, dependendo da variante.

O vírus possui dois principais clados, que são linhagens genéticas. O clado 1, identificado inicialmente na África Central, está historicamente associado a quadros mais graves. Já o clado 2, originário da África Ocidental, costuma provocar manifestações mais brandas.

Sintomas

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), os principais sintomas da Mpox são lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, conhecidos como ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza. O período de incubação, intervalo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas, geralmente varia de três a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao apresentar algum desses sinais, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação clínica. Também é importante informar aos profissionais de saúde sobre eventual contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença.

Como se prevenir?

A transmissão da Mpox ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados. Ou seja, a doença pode ser contraída por meio da saliva ou relações sexuais.

Para prevenção, recomenda-se evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Em situações de cuidado, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras.

Pessoas com suspeita ou confirmação do vírus devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. Também é fundamental reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.

Para o diagnóstico da Mpox, é preciso passar pela coleta do material das lesões de pele e análise por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase).

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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