Cemig diz que evento climático extremo impactou sistema elétrico em BH; 45 mil ainda estão sem luz
Rajadas de vento chegaram a 150 km/h em Patos de Minas, na Região do Alto do Paranaíba, em Minas Gerais, e a 90 km/h, em Belo Horizonte, na tarde deste domingo (25)

O vice-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Ernando Braga, afirmou em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (26), que pelo menos 45 mil imóveis ainda estão sem luz após as chuvas intensas que atingiram Belo Horizonte na tarde deste domingo (25). De acordo com a companhia, a tempestade foi um "evento climático extremo". Na ocasião, as rajadas de vento chegaram a 90 km/h na capital mineira. Ao todo, 221 mil imóveis ficaram sem luz durante o pico das chuvas intensas. Em todo o estado, foram mais de 600 mil imóveis sem luz. O temporal provocou pelo menos 135 quedas de árvores sobre a via pública.
"A nossa prioridade nesse momento é segurança com a população, atendimento a órgãos com cuidados à vida e, na sequência, a gente tenta eliminar o risco. O nosso trabalho ontem à tarde, à noite, madrugada foi um trabalho que foi mais eficiente. Hoje durante o dia, nós temos um grande trabalho com a prefeitura, com a defesa civil, com o corpo de bombeiros, que é retirar as árvores que estão sobre a rede", disse Ernando Braga.
A Cemig esclareceu que a chuva e os ventos foram mais fortes do que o esperado pelas previsões meteorológicas da companhia. "Aqui ontem nós tivemos um evento climático severo, algo histórico na companhia. Os impactos para o sistema elétrico foram grandes. Ontem, às 13:30, nós tivemos um pico aí de 640 mil clientes interrompidos. Imediatamente, colocamos todo o nosso contingente, atendendo os pedidos de falta de energia", disse.
Ainda segundo a empresa, o retorno da energia elétrica para todos os imóveis depende do trabalho da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) de retirar as árvores de cima da rede. A Cemig também comparou o evento climático deste domingo (26) com outros já registrados no estado.
"Esse evento severo veio trazendo o impacto do sul do estado, veio pro Triângulo, Oeste, Mantiqueira e, no final da tarde, ele trouxe o maior impacto pra região metropolitana. Ou seja, o estado como um todo foi afetado. Em tempos anteriores, a gente tinha os eventos climáticos muito pontuais, região metropolitana, alguma parte do estado. Esse não, ele trouxe um impacto em grande parte do nosso estado de Minas Gerais", afirmou.
Mais cedo, moradores de Belo Horizonte denunciaram demora no atendimento após queda de árvores sobre carros e fiação. Na Rua Emídio Beruto, no bairro Cinquentenário, na Zona Oeste de Belo Horizonte, por exemplo, uma árvore caiu em cima de um veículo, modelo Novo Nissan Kicks. Segundo a moradora Sandra Moreira Sales Maranhão, 24h depois do incidente, ninguém esteve no local para avaliar a situação. Ela também informou que o Corpo de Bombeiros foi acionado, mas informaram que só iriam ao local acompanhados da Cemig.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo



